discutir a gestão
Natal com os copos
30/12/2008 18:51 Autor: João
Vieira da Cunha
Este é o mês dos jantares de Natal das empresas. Nestas
alegres festas de harmonia e confraternização, os
gestores mais eficazes trocam os incentivos, a visão e
o ‘coaching’ pelo vodka, pelo whisky e pela cerveja na
sua caixa de ferramentas de liderança de equipas. Estas
e outras bebidas alcoólicas podem resolver os conflitos
internos, solidificam o laços entre os seus membros e
asseguram os níveis de energia necessários para
ultrapassar novos desafios. Ler o artigo
completo...
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Conto de Natal
12/12/2008 19:45 Autor: José Manuel
Fonseca
Era uma vez um país. E nesse país vivia um rapazinho. O
pai, preocupado com o futuro do petiz e acabada a
quarta classe, colocou-o a aprender um mester (nesses
longínquos tempos não existiam novas oportunidades, só
mesmo possibilidades de aprender a fazer coisas pela
via menos paternalista do trabalho duro). No caso, o de
cortador de carnes num talho. E o petiz cedo evidenciou
uma aptidão natural para o negócio. De tal sorte, que
se estabeleceu por conta própria ainda era quase
imberbe. Foi consolidando a sua network de fornecedores
e construiu uma adequada “base de clientes” mercê de um
belíssimo “marketing de proximidade” e lábia q.b.!
Isso, e uma balança cuja regulação permitia “poupar”
cem gramas de carne em cada quilograma vendido, que ao
fim de cada dia, em média, davam dois quilitos a favor
de futuros cash-in-flows. De modos que ao fim do
primeiro ano, conseguiu economizar para um carro em
segunda mão com jantes de liga leve. Ler o
artigo completo...
Choque de Gerações
02/12/2008 18:23 Autor: Rui Grilo
Esta geração de “nativos digitais” já está nas nossas
empresas e organizações, a tentar encaixar-se num jogo
que lhe é estranho. Tal como a geração anterior ia
beber um café ou buscar um copo de água para falar com
os colegas, esta geração tentar actualizar o seu estado
no Facebook ou no Hi5. Mas, em vez de o conseguir fazer
com naturalidade, descobre que a administração de redes
da sua empresa decidiu bloquear o acesso a esses sites,
tal como ao YouTube e a muitos outros recursos que
assim lhe ficam vedados. Com a desculpa da
produtividade, do tráfego de dados e da largura de
banda (como se esta não duplicasse a cada 12 meses), a
decisão até parece aparentemente razoável. Mas será
mesmo?Ler o artigo completo...
O fim dos crimes de colarinho branco
14/11/2008 18:23 Autor: João
Vieira da Cunha
A melhor solução para os problemas éticos que têm
assolado a economia global e os mercados financeiros
que a sustentam é ensinar os lideres a esconder melhor
as suas pequenas traquinices.
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público.
Há inúmeros casos que mostram que a falta de ética compensa, em especial quando é embrulhada num discurso de responsabilidade social e ambiental. Uma conhecida marca de automóveis, por exemplo, conseguiu tornar um dos seus carros num símbolo do movimento ambientalista. No entanto, um artigo no jornal da Universidade do Connecticut sugeriu que o processo de produção do tal carro ecológico tem um impacto muito negativo na Natureza. Mais ainda: de acordo com o Greenpeace esta empresa tem lutado activamente contra a legislação que visa limitar o consumo de gasolina. Isto tudo não a impede de promover os seus produtos como os melhores amigos dos coelhinhos e dos pinheirinhos.
Muitos dos líderes mais admirados e melhor sucedidos ao nível nacional e internacional parecem ter aprendido mais com “O Padrinho” e “Os Sopranos” do que com a Harvard Business Review. Alguns, orgulhosos, confessam-no nas suas biografias. O resto destes tiranetes são apenas denunciados nos intervalos para café, nos almoços fora da empresa e nas conversas depois do jantar, quando as crianças já se foram deitar. Por mais entristecido e amargo que seja o tom destas histórias, nenhuma acaba em desmotivação e fracasso. Ao contrário, todas incluem pequenos contos em que abundam níveis heróicos de empenho e sucessos que se entregam ao líder com o ar sobranceiro de um cachorrinho que conseguiu apanhar no ar o pau com que o dono o castiga.
Infelizmente, a ética está cada vez mais na moda. É um tema frequente na imprensa de negócios e até na imprensa desportiva: alguns pequenos empresários e alguns dirigentes desportivos, inocentes ou não, vieram juntar-se a Cliff Baxster da Enron e a Bernie Ebbers da Worldcom na lista de gestores mal comportados que envergonharam muitas organizações que nos habituamos a admirar. Os repórteres dos jornais de negócios e os agentes da polícia económica tornaram-se ‘paparazzis’ que procuram nos relatórios de contas sinais da mais pequena travessura. Sempre que são bem sucedidos, rebenta o escândalo e as acções da empresa visada dão um mergulho digno de uma medalha olímpica.
Se o comportamento não ético é bom para as empresas e para os seus líderes e só tem efeitos negativos na economia quando é descoberto, a solução é bastante simples. Os gestores que são incompetentes na subtil arte de esconder infracções às normas contabilísticas, fiscais e morais devem ser identificados e sistematicamente substituídos por outros que sejam mais competentes nesta tarefa. Não é um objectivo fácil, mas há razões para ser optimista: a imprensa e os tribunais têm sido uma ajuda preciosa. Por um lado têm vindo a afastar os mais incompetentes, envergonhando-os nas primeira páginas dos jornais e, ocasionalmente, condenando-os a uma estadia em regime de pensão completa num dos estabelecimentos prisionais que albergam outros criminosos. Por outro lado, criam pressão nos que ficam para melhorar métodos e desenvolver capacidades de camuflagem que evitem estes castigos. Ainda bem, porque como qualquer aspirante a aprendiz de ajudante de gestor descobre rapidamente, só não há mais surpresas desagradáveis em relação à ética nos negócios porque ainda há muita competência de ocultação nas empresas espalhadas por esse mundo fora. Todos temos umas Enron no portfolio, mas desde que nós e os outros permaneçamos na ignorância, os nossos investimentos estão bem e recomendam-se.
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público.
Há inúmeros casos que mostram que a falta de ética compensa, em especial quando é embrulhada num discurso de responsabilidade social e ambiental. Uma conhecida marca de automóveis, por exemplo, conseguiu tornar um dos seus carros num símbolo do movimento ambientalista. No entanto, um artigo no jornal da Universidade do Connecticut sugeriu que o processo de produção do tal carro ecológico tem um impacto muito negativo na Natureza. Mais ainda: de acordo com o Greenpeace esta empresa tem lutado activamente contra a legislação que visa limitar o consumo de gasolina. Isto tudo não a impede de promover os seus produtos como os melhores amigos dos coelhinhos e dos pinheirinhos.
Muitos dos líderes mais admirados e melhor sucedidos ao nível nacional e internacional parecem ter aprendido mais com “O Padrinho” e “Os Sopranos” do que com a Harvard Business Review. Alguns, orgulhosos, confessam-no nas suas biografias. O resto destes tiranetes são apenas denunciados nos intervalos para café, nos almoços fora da empresa e nas conversas depois do jantar, quando as crianças já se foram deitar. Por mais entristecido e amargo que seja o tom destas histórias, nenhuma acaba em desmotivação e fracasso. Ao contrário, todas incluem pequenos contos em que abundam níveis heróicos de empenho e sucessos que se entregam ao líder com o ar sobranceiro de um cachorrinho que conseguiu apanhar no ar o pau com que o dono o castiga.
Infelizmente, a ética está cada vez mais na moda. É um tema frequente na imprensa de negócios e até na imprensa desportiva: alguns pequenos empresários e alguns dirigentes desportivos, inocentes ou não, vieram juntar-se a Cliff Baxster da Enron e a Bernie Ebbers da Worldcom na lista de gestores mal comportados que envergonharam muitas organizações que nos habituamos a admirar. Os repórteres dos jornais de negócios e os agentes da polícia económica tornaram-se ‘paparazzis’ que procuram nos relatórios de contas sinais da mais pequena travessura. Sempre que são bem sucedidos, rebenta o escândalo e as acções da empresa visada dão um mergulho digno de uma medalha olímpica.
Se o comportamento não ético é bom para as empresas e para os seus líderes e só tem efeitos negativos na economia quando é descoberto, a solução é bastante simples. Os gestores que são incompetentes na subtil arte de esconder infracções às normas contabilísticas, fiscais e morais devem ser identificados e sistematicamente substituídos por outros que sejam mais competentes nesta tarefa. Não é um objectivo fácil, mas há razões para ser optimista: a imprensa e os tribunais têm sido uma ajuda preciosa. Por um lado têm vindo a afastar os mais incompetentes, envergonhando-os nas primeira páginas dos jornais e, ocasionalmente, condenando-os a uma estadia em regime de pensão completa num dos estabelecimentos prisionais que albergam outros criminosos. Por outro lado, criam pressão nos que ficam para melhorar métodos e desenvolver capacidades de camuflagem que evitem estes castigos. Ainda bem, porque como qualquer aspirante a aprendiz de ajudante de gestor descobre rapidamente, só não há mais surpresas desagradáveis em relação à ética nos negócios porque ainda há muita competência de ocultação nas empresas espalhadas por esse mundo fora. Todos temos umas Enron no portfolio, mas desde que nós e os outros permaneçamos na ignorância, os nossos investimentos estão bem e recomendam-se.
O fantasma na máquina
03/11/2008 18:23 Autor: José Manuel
Fonseca
Por causa da crise (recessão, forte abrandamento,
depressão... continuamos sem palavra consensual que
encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto sem a
tranquilidade que comporta ter um nome para a
“besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas
económicas. Pensava-se que com o chamado consenso de
Washington (desregular, privatizar e deixar o mercado
formar todos os preços acabando com os preços políticos
e administrativos) o Estado iria, de cura em cura,
emagrecer com ou sem dietas com aloé vera...
Afinal não. Parece que o famigerado Estado é como um gato de sete vidas (ou mais...) e regressará para relançar a economia ou esmagar a iniciativa privada, conforme o lado da barricada em que nos coloquemos. O horror que alguns descobrem é o regresso do “socialismo” em particular na sua forma “keynesiana”. Eu, realmente, nunca tinha dado pela partida do dito, avisam-me agora do seu regresso. Nos Estados Unidos, por exemplo, nos últimos anos houve um excelente “keynesianismo” que, alegadamente, fez prosperar umas empresas que utilizavam a curiosa técnica de custos mais margem para facturar ao “Estado” as obras que faziam e, que em boa medida, eram decididas pelas empresas que as faziam, uma vez que não existiam concursos, nem propostas, nem nenhuma dessas maçadas que pelo menos permitem simular o funcionamento do mercado de concorrência perfeita, que existirá algures no Sistema Solar. Este excelente impulso (que Schumpeter não desdenharia) deu origem a um novo paradigma técnico-económico. A novíssima “industria” da “Homeland Security” que fez da Betchel, da Boeing, da Blackwater, da Halliburton, empresas envolvidas em negócios algo distantes do seu “core business” mas em venturosos ondas de facturação, no Iraque ou no mercado doméstico. O caso da Boeing, e do seu sistema electrónico e de satélites para controlo de fronteiras (no teste é a do Canadá, sitio de onde provêm ameaças consideráveis...) tem sido, aliás, motivo de grande entusiasmo, tanto que já são vários biliões de dólares que ninguém consegue realmente justificar onde e como foram gastos segundo os insuspeitos Economist e Financial Times. Pena que esquilos, coelhos e alces façam disparar os alarmes para dar origem a possíveis operações de neutralização de invasores com F16 e demais aparato de resposta rápida....
Em todo o caso, os “offsprings” para a segurança privada de mansões e condomínios foi frutuosa. Com inovadores produtos como os “panic rooms”, dentro dos quais os proprietários podem controlar por computador o que se passa nas outras divisões da casa e escolher libertar gás mostarda ou gás lacrimogéneo para neutralizar os “invasores”. Desconheço se com estes produtos vem incluído um psiquiatra gratuito...
Mas agora, em face da crise cuja poeira ainda estará longe de assentar, assistiremos a debates entre os que insistirão na bondade da teoria de remover definitivamente o Estado e os que aconselharão o retorno de mais Estado. Como relançar o consumo privado que ameaça colapsar num mar de despedimentos? Como relançar a actividade económica se os bancos não arriscam emprestar às empresas? Como financiar projectos estruturais se desapareceram uns míseros triliões de dólares no buraco negro das bolsas e ainda não se conseguiu estancar a sangria? Receio que uns e outros se percam num folclore retórico de idiotas úteis. Eu temo que estejamos à beira de um tempo inovador. Realmente novo. Em que plutocratas e oligarcas se unam, ainda mais, e nos “acostumem” a um simulacro confortável de democracia. A troco da “estabilidade”, da “segurança”, que nos será concedida por políticos e banqueiros, nestes tempos tão “complexos” de veículos financeiros imperscrutáveis, muitos de nós cederemos a “liberdade” de dizer não obrigado, da próxima vez que nos oferecerem a possibilidade de nos candidatarmos ao sorteio de um computador baratinho bastando para tal cantarmos uma cantilena e regressarmos à época em que o comportamento infantil era natural...
Afinal não. Parece que o famigerado Estado é como um gato de sete vidas (ou mais...) e regressará para relançar a economia ou esmagar a iniciativa privada, conforme o lado da barricada em que nos coloquemos. O horror que alguns descobrem é o regresso do “socialismo” em particular na sua forma “keynesiana”. Eu, realmente, nunca tinha dado pela partida do dito, avisam-me agora do seu regresso. Nos Estados Unidos, por exemplo, nos últimos anos houve um excelente “keynesianismo” que, alegadamente, fez prosperar umas empresas que utilizavam a curiosa técnica de custos mais margem para facturar ao “Estado” as obras que faziam e, que em boa medida, eram decididas pelas empresas que as faziam, uma vez que não existiam concursos, nem propostas, nem nenhuma dessas maçadas que pelo menos permitem simular o funcionamento do mercado de concorrência perfeita, que existirá algures no Sistema Solar. Este excelente impulso (que Schumpeter não desdenharia) deu origem a um novo paradigma técnico-económico. A novíssima “industria” da “Homeland Security” que fez da Betchel, da Boeing, da Blackwater, da Halliburton, empresas envolvidas em negócios algo distantes do seu “core business” mas em venturosos ondas de facturação, no Iraque ou no mercado doméstico. O caso da Boeing, e do seu sistema electrónico e de satélites para controlo de fronteiras (no teste é a do Canadá, sitio de onde provêm ameaças consideráveis...) tem sido, aliás, motivo de grande entusiasmo, tanto que já são vários biliões de dólares que ninguém consegue realmente justificar onde e como foram gastos segundo os insuspeitos Economist e Financial Times. Pena que esquilos, coelhos e alces façam disparar os alarmes para dar origem a possíveis operações de neutralização de invasores com F16 e demais aparato de resposta rápida....
Em todo o caso, os “offsprings” para a segurança privada de mansões e condomínios foi frutuosa. Com inovadores produtos como os “panic rooms”, dentro dos quais os proprietários podem controlar por computador o que se passa nas outras divisões da casa e escolher libertar gás mostarda ou gás lacrimogéneo para neutralizar os “invasores”. Desconheço se com estes produtos vem incluído um psiquiatra gratuito...
Mas agora, em face da crise cuja poeira ainda estará longe de assentar, assistiremos a debates entre os que insistirão na bondade da teoria de remover definitivamente o Estado e os que aconselharão o retorno de mais Estado. Como relançar o consumo privado que ameaça colapsar num mar de despedimentos? Como relançar a actividade económica se os bancos não arriscam emprestar às empresas? Como financiar projectos estruturais se desapareceram uns míseros triliões de dólares no buraco negro das bolsas e ainda não se conseguiu estancar a sangria? Receio que uns e outros se percam num folclore retórico de idiotas úteis. Eu temo que estejamos à beira de um tempo inovador. Realmente novo. Em que plutocratas e oligarcas se unam, ainda mais, e nos “acostumem” a um simulacro confortável de democracia. A troco da “estabilidade”, da “segurança”, que nos será concedida por políticos e banqueiros, nestes tempos tão “complexos” de veículos financeiros imperscrutáveis, muitos de nós cederemos a “liberdade” de dizer não obrigado, da próxima vez que nos oferecerem a possibilidade de nos candidatarmos ao sorteio de um computador baratinho bastando para tal cantarmos uma cantilena e regressarmos à época em que o comportamento infantil era natural...
Que podemos aprender com esta crise?
17/10/2008 19:46 Autor: Rui Grilo
Há várias semanas que a crise financeira ocupa as
primeiras páginas dos jornais e tem lugar cativo no
alinhamento da informação televisiva. Ninguém tem hoje
dúvidas do seu profundo impacto económico, social e
político. Mas há uma questão central que tem passado ao
lado da maior parte das análises: que aprendemos nós
realmente com esta crise? Ler o
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Caracas Fútbol Club
26/09/2008 19:24 Autor: João
Vieira da Cunha
Todo o aspirante a líder devia ser sócio do Caracas
Fútbol Club. Há poucos anos atrás, uma das revistas
nacionais de gestão publicou um artigo sobre os
gestores de topo das maiores empresas a operar em
Portugal. No fim havia um quadro resumo em que, entre
outras coisas, os entrevistados revelam as suas
leituras habituais. Havia muitos adeptos da Harvard
Business Review, mas o lider da subidiária de uma
multinacional de sistemas de informação confessou que
lia a Bola. Outro dia, um antigo colega que é vendedor
de produtos de grande consumo contou-me que o chefe o
incentivou a “perceber de futebol” se queria melhorar a
sua relação com os clientes e com as pessoas que podiam
de facto fazer algo pela sua ascenção
profissional.Ler o
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A felicidade eterna
19/09/2008 19:20 Autor: José Manuel
Fonseca
A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo para a
agenda mediática ser dominada por aqueles que nos
relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou por aqueles
que propõem inovadoras panaceias para que nunca mais
possa acontecer. Ainda não é o tempo de balanços
profundíssimos nem para serem exigidos mecanismos “que
de uma vez por todas” previnam estas crises. Ou novas
autoridades de regulação. Quem sabe, daqui a algum
tempo alguém virá falar de meta sistemas e de Kurt
Godel. E da necessidade de um supra organismo acima de
todos que regule o sistema financeiro a nível mundial
uma vez que os “fenómenos” são transnacionais e as
fronteiras são um conceito inútil neste mundo
electrónico em que se esvaziam os cofres de um banco
através do pânico dos “ratos”...Ler o
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Ética e estratégia
22/08/2008 19:55 Autor: João
Vieira da Cunha
A ética está na moda. Casos como a Enron, o Barings e
mais recentemente a Société Générale trouxeram este
tema para o topo das preocupações dos accionistas. E
com razão.
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
Redes para quê?
08/08/2008 19:01 Autor: Rui Grilo
As rede sociais ‘online’ já deixaram há algum tempo de
ser brinquedos de ‘geeks’ para entrarem na vida de cada
vez mais pessoas. Os adolescentes adoptaram o Hi5 para
mostrarem a sua personalidade e partilhar fotos e
música com os amigos, revelando personalidades virtuais
muitas vezes desconhecidas para quem com eles vive. Os
“profissionais” coleccionam ligações no LinkedIn para
mostrarem o seu currículo, a sua reputação e os seus
contactos, talvez à espera que um caça-talentos os
recrute para uma função bem paga no Dubai. O Twitter e
os ‘blogs’ servem para dizer (tanto a amigos como a
desconhecidos) o que se vê, o que se pensa e o que se
quer, enquanto muita gente aproveita a frase de estado
do ‘messenger’ para partilhar o que está a ouvir, a
fazer ou a sentir.
Ler o artigo completo...
O colapso dos modelos
25/07/2008 19:27 Autor: José Manuel
Fonseca
O espírito das férias anda no ar e não é propriamente a
época de grandes reflexões. Sobretudo das que implicam
a mudança de paradigmas e, desta vez, não falo do meu
clube nem do mundo do futebol, mas antes de coisas
mesmo sérias. Não obstante, e o mais rapidamente
possível, vamos ter de repensar alguns modelos que
conduzem o modo como pensamos e agimos sobre o
quotidiano. Talvez mais pela fresca, que ultimamente a
coisa anda um bocado bizarra. Nas últimas semanas chega
a ser divertido o ciclo, que, à falta de melhor,
poderemos chamar de Trichet. Cada vez que o governador
do banco central europeu fala (e não age…), expressando
a sua preocupação sobre a inflação deixando a “ameaça”
de aumento de juros, segue-se que o dólar se afunda e o
petróleo sobe. Numa ocasião, o petróleo recuperou em
horas o que tinha perdido em duas semanas. Portanto, o
senhor Trichet, estou certo que involuntariamente, cada
vez que fala consegue provocar o efeito contrário ao
que deixa patente nas suas palavras e nos seus desejos.
Claro que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor
Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim,
talvez devesse limitar-se a comunicar acções e decisões
concretas em lugar de longas análises em que detalha o
contrário do que acabará por acontecer como
consequência das suas palavras. E escrevo isto em face
de duas semanas de descidas contínuas do preço do
crude... Ler o
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O monarca
14/07/2008 19:26 Autor: João
Vieira da Cunha
Poucos acreditam que as empresas são meritocracias ou
democracias. Mas se não são nem uma coisa nem outra,
então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
Aprender mais com os maiores erros
30/06/2008 19:43 Autor: Rui Grilo
Durante a nossa vida procuramos avidamente razões,
motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a
perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos que é
através de causas simples que produzimos resultados e
leva-nos a pensar erradamente que a sociedade em que
vivemos resultou de intenções precisas e de planos bem
detalhados. É raro ouvir contar uma história de sucesso
como uma sequência feliz de acasos bem aproveitados. Em
vez disso, o sucesso é atribuído à visão e à
determinação, mascarando a complexidade do que
realmente aconteceu com a linearidade de uma história
contada em tom heróico. Ler o
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Terror ao pequeno almoço
30/05/2008 11:42 Autor: João
Vieira da Cunha
O director da unidade de vendas onde fiz a minha
investigação de doutoramento tomava o pequeno-almoço
com os chefes das suas oito equipas de vendas todas as
quartas-feiras de manhã. O terror que cada um deles
transpirava quando se sentava à frente de dois
croissants, um pacotinho de manteiga e uma chávena de
café era contagiante. Na primeira vez que fui a uma
destas reuniões, vi que as mãos de vários deles tremiam
– parecia que a delicada faca de cortar croissants era
um martelo penumático ligado à corrente. A energia que
a alimentava vinha de dentro, do medo do interrogatório
que estava para vir. Ler o
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A conversa quando as coisas não correm bem
16/05/2008 19:39 Autor: José Manuel
Fonseca
Trata-se de discutir, neste artigo, algumas
curiosidades do processo de formulação de uma
estratégia. Devemos começar pelo negócio em que
realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas podem
presumir que vendem ferramentas de jardinagem, quando
realmente estão no negócio dos ‘hobbies’ de
fim-de-semana ao ar livre e em contacto com a natureza,
competindo com as excursões do Centro Nacional de
Cultura, ou com os passeios pedestres ao Jardim
Botânico, ou com as actividades de prevenção dos AVC.
Uma empresa que transporta crianças de casa para a
escola pode equivocar-se e definir-se como empresa de
transportes, quando o que realmente presta é um serviço
de segurança. Entendido qual é realmente o negócio em
que estamos presentes, podemos então definir como
queremos actuar. Em que segmentos e com que produtos
específicos devemos posicionar-nos, tendo em conta as
acções de outros concorrentes, fornecedores,
regulamentos e demais variáveis que podem facilitar ou
constranger as nossas intenções e acções. Ler o
artigo completo...
As crises de liderança
02/05/2008 19:36 Autor: Rui Grilo
As instituições e as grandes empresas costumavam ser um
lugar seguro face às ameaças da incerteza, uma garantia
de continuidade num mundo volátil. A liderança dessas
organizações tinha normalmente ciclos longos, de vários
anos ou mesmo décadas, um resultado da estabilidade dos
equilíbrios de poder internos. A cara de uma pessoa
tornava-se indissociável do papel que desempenhava à
frente de um banco, um partido, uma central sindical ou
uma associação empresarial. As lealdades eram o
resultado firme de um relacionamento sem fim à vista,
por isso as deslealdades pagavam-se caro. As rupturas e
os encontros tinham o dramatismo de algo definitivo,
sem retorno. Os grupos informais dentro das
organizações tinham tempo para se organizar, baseados
na confiança entre pessoas que fazem a mesma opção de
vida. Por isso, mesmo que tudo mudasse, algo
permanecia. Ler o
artigo completo...
Alternativas ao Homo Economicus
11/04/2008 19:33 Autor: João
Vieira da Cunha
Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que
correspondem às expectativas dos economistas. São os
homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que ajustam
o seu comportamento de forma a maximizar o bónus que
resulta do atingimento dos objectivos que lhes são
propostos. A carreira não é a sua preocupação principal
e muitos recusam promoções porque sabem que a sua
competência para atingir resultados através do seu
próprio esforço pode não se reflectir nas capacidade de
os atingir através dos outros. A sua progressão segue
uma lógica meramente material. Preocupam-se não com o
seu desenvolvimento ou com o nível de desafio das suas
tarefas mas sim com as mudanças no valor do seu bónus e
no esforço necessário para o atingir. Esta orientação
para os resultados pode levar a práticas abusivas de
vendas, pequenas e grandes fraudes e outros
comportamentos não éticos. Pior – a sua motivação para
cumprir objectivos não transborda para as outras áreas
da sua relação com a organização. Não partilham
conhecimento, não estão interessados aprender com os
outros nem contribuem de forma formal ou informal para
a sustentabilidade estratégica da empresa. Estão lá
apenas para cumprir o que lhes é pedido e ganhar os
prémios daí resultantes. Ler o
artigo completo...
Estratégia Instantânea (III)
17/03/2008 19:11 Autor: José Manuel
Fonseca
Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das
estratégias clássicas estão em vias de extinção. Por
exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a escolha
entre o produzir barato e em massa ou produzir
diferente e desnatar o mercado, foi, aparentemente,
ultrapassada pelo produzir diferença para o mercado de
massas, como se pode constatar nos casos da Zara e da
Decathelom. Depois, brincado um pouco com a
extraordinária e prolixa pós modernidade na teoria da
gestão, sugeri que a sabedoria contida em os “três
porquinhos gestores" e no "síndrome do macho alfa”,
entre outros, poderia não bastar para substituir o
modelo de crescimento do Igor Ansoff, que ainda me
parece muito útil e talvez o melhor modelo de
raciocínio estratégico. Mas, voltemos então à questão
inicial: A estratégia tornou-se como os tempos,
instantânea. Mas quais serão os novos vectores de
posicionamento? Ler o
artigo completo...
Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial politicamente
correcto da mais pura hipocrisia é por vezes muito
ténue. Nenhum líder de uma organização assume que não
quer colaboradores com mais do que uma determinada
idade a trabalhar consigo, mas é fácil coleccionar
nomes de organizações nas quais quem tem 50, 45 ou até
pouco mais de 40 anos é "delicadamente" considerado
velho demais e conduzido até à porta das mais variadas
formas... E assim se desperdiça capital humano de
grande valor. Nenhum gestor é apanhado em público a
protestar pela duração da licença de maternidade das
suas colaboradoras que são mães, mas todos conhecemos
casos de mulheres cuja carreira foi afectada pela
maternidade. Numa altura em que a baixa natalidade é um
problema nacional e europeu, o problema das
penalizações encobertas da maternidade é tão grande,
atingindo operárias, técnicas e mesmo gestoras, que até
já motivou iniciativas no nosso parlamento.
Ler o
artigo completo...
Fobias e estratégia
08/02/2008 19:52 Autor: João
Vieira da Cunha
Há momentos na história dos mercados em que os gestores
são vítimas de fobias histéricas. Estes episódios
tornam oportunidades de reforçar a posição competitiva
da empresa em ameaças à sua sobrevivência.
O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Ler o artigo completo...
O terror que assola os líderes da indústria de conteúdos é talvez o exemplo mais trágico deste fenómeno na história económica recente. Os directores das editoras de livros, das empresas discográficas e dos estúdios de cinema têm pesadelos recorrentes com a Internet. Para eles o espaço virtual é como que uma grande ‘feira da ladra dos pequeninos’ onde crianças e jovens se entretêm a roubar fatias cada vez maiores da apetitosa facturação de cada uma destas indústrias. Ler o artigo completo...