inovação
Elogio da pobreza
21/07/2009 12:31 Autor: João Vieira
da Cunha
Uma pesquisa na Internet mostra que a palavra
“empreendorismo” aparece muitas vezes associada à
palavra “apoios”. No ‘site' empreendorismo.pt
aparecem 25 programas, iniciativas e financiamentos
para aqueles que pretendem criar a sua empresa.
Estes apoios são um desperdício. Se o objectivo é
ajudar as pessoas a criar o seu próprio emprego não
é preciso ir além do micro-crédito. Se o objectivo
é potenciar a inovação, os apoios são
desnecessários. Ler o artigo
completo...
|
Contrariar o "bom-senso"
11/03/2009 18:49 Autor: Rui Grilo
Quem não arrisca, limitando-se a repetir fórmulas
testadas, está condenado ao fracasso. Foi este o
aviso que Kjell Nordström deixou aos gestores numa
conferência recente em Lisboa. Professor na
Stockholm School of Economics e co-autor de livros
como “Funky Business” e “Karaoke Capitalism”,
Nordström é um provocador profissional, um feroz
crítico da “normalidade” que é capaz de expressar
com clareza uma ideia evidente: se todos tentam
repetir os mesmo casos de sucesso, a nossa economia
torna-se num ‘karaoke’ desafinado, onde as mesmas
ideias são repetidas até à exaustão como se não
fosse possível fazer outra coisa. Ler o
artigo completo...
Empresas e Coelhinhos
13/07/2007 21:35 Autor: João Vieira
da Cunha
Um dos primeiros livros de gestão que li foi o
'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do
livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro
que defendia que os gestores são irrelevantes. O
autor citava vários estudos que provavam que a
estratégia de qualquer empresa era definida no
momento da sua criação e que qualquer esforço para
a mudar significativamente mais tarde era
infrutífero. Os outros livros que li pareciam
ignorar esta investigação, mas isso não foi
suficiente para me fazer esquecer o assunto.
Ler o artigo
completo...
Depois da ‘última linha’
12/01/2007 20:59 Autor: Rui Grilo
Exigir resultados é um direito natural de qualquer
accionista e estabelecer objectivos é um
instrumento básico de qualquer gestor. É por isso
que muita gente afirma que uma cultura de
objectivos e resultados é a base de uma gestão
eficaz, capaz de traduzir intenções em acções que
produzem os efeitos desejados. É também por isso
que se diz, sem grandes reservas, que o que
interessa é a ‘bottom line’, a última linha da
demonstração de resultados. Há mesmo quem diga que
tudo o resto é conversa. De facto, a última linha,
aquela onde aparece o valor do lucro ou do prejuízo
apurado, é muito importante porque reflecte o
desempenho do último período e a viabilidade
imediata de uma empresa. Mas será só isso que
importa? Ler o artigo completo...
Boas Intenções
08/09/2006 21:30 Autor: José Manuel
Fonseca
Uma das coisas mais perigosas que existem são as
pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas
possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser
perfeito. E, numa posição de poder, legislam para
que o mundo se aproxime do estado visionado. Há
muitos anos tive ocasião de testemunhar como,
através de um sistema de incentivos denominado
RIME, se tentou produzir por esse pais fora,
empresários e empreendedores a partir de gente que
tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía
qualificações muito pouco notáveis. Através de um
“curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e
mix de marketing e meia dúzia de indicadores de
gestão financeira, e da promessa de incentivos e de
um projecto de investimento sempre com VAL
satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final,
dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de
incentivos, pouca gente se terá ficado a rir.
Conheci bastantes que ficaram afogados nos
leasings, incapazes de gerir os compromissos
financeiros decorrentes da exploração que nunca
correu como os risonhos planos financeiros dos
projectos. Ler o artigo completo...
Em que tabuleiro quer jogar?
17/03/2006 20:44 Autor: José Manuel
Fonseca
A inovação é apresentada, ultimamente com carácter
obsessivo, como solução para os problemas
empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até
pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia,
facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de
avanços na física, de produtos complexíssimos de
engenharia, de curas com base em extraordinários
avanços na genética. Constitui, aparentemente a
porta única para uma economia baseada no
conhecimento e na tecnologia, porta que nos
deveremos apressar a franquear sob pena que se
feche para todo o sempre... Ler o
artigo completo...
O paradoxo da inovação
17/02/2006 20:53 Autor: José Manuel
Fonseca
As empresas criam novidades, sob a forma de
produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos,
mais úteis e de modo crescente híbridos de várias
tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados”
nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e
mais das empresas. De facto, já assimilámos
palavras como segunda geração, ‘restyling’,
‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes
quando nos referimos a produtos cuja complexidade
não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como
objectos triviais. A maior parte de nós acha
perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja
receptor de televisão, e, porque não, que os óculos
de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de
alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar
alguns mal entendidos. Ler o
artigo completo...