discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

inovação

Elogio da pobreza

Uma pesquisa na Internet mostra que a palavra “empreendorismo” aparece muitas vezes associada à palavra “apoios”. No ‘site' empreendorismo.pt aparecem 25 programas, iniciativas e financiamentos para aqueles que pretendem criar a sua empresa. Estes apoios são um desperdício. Se o objectivo é ajudar as pessoas a criar o seu próprio emprego não é preciso ir além do micro-crédito. Se o objectivo é potenciar a inovação, os apoios são desnecessários. Ler o artigo completo...
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Contrariar o "bom-senso"

Quem não arrisca, limitando-se a repetir fórmulas testadas, está condenado ao fracasso. Foi este o aviso que Kjell Nordström deixou aos gestores numa conferência recente em Lisboa. Professor na Stockholm School of Economics e co-autor de livros como “Funky Business” e “Karaoke Capitalism”, Nordström é um provocador profissional, um feroz crítico da “normalidade” que é capaz de expressar com clareza uma ideia evidente: se todos tentam repetir os mesmo casos de sucesso, a nossa economia torna-se num ‘karaoke’ desafinado, onde as mesmas ideias são repetidas até à exaustão como se não fosse possível fazer outra coisa. Ler o artigo completo...
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Empresas e Coelhinhos

Um dos primeiros livros de gestão que li foi o 'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro que defendia que os gestores são irrelevantes. O autor citava vários estudos que provavam que a estratégia de qualquer empresa era definida no momento da sua criação e que qualquer esforço para a mudar significativamente mais tarde era infrutífero. Os outros livros que li pareciam ignorar esta investigação, mas isso não foi suficiente para me fazer esquecer o assunto. Ler o artigo completo...
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Depois da ‘última linha’

Exigir resultados é um direito natural de qualquer accionista e estabelecer objectivos é um instrumento básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir intenções em acções que produzem os efeitos desejados. É também por isso que se diz, sem grandes reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a última linha da demonstração de resultados. Há mesmo quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou do prejuízo apurado, é muito importante porque reflecte o desempenho do último período e a viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso que importa? Ler o artigo completo...
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Boas Intenções

Uma das coisas mais perigosas que existem são as pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser perfeito. E, numa posição de poder, legislam para que o mundo se aproxime do estado visionado. Há muitos anos tive ocasião de testemunhar como, através de um sistema de incentivos denominado RIME, se tentou produzir por esse pais fora, empresários e empreendedores a partir de gente que tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía qualificações muito pouco notáveis. Através de um “curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e mix de marketing e meia dúzia de indicadores de gestão financeira, e da promessa de incentivos e de um projecto de investimento sempre com VAL satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final, dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de incentivos, pouca gente se terá ficado a rir. Conheci bastantes que ficaram afogados nos leasings, incapazes de gerir os compromissos financeiros decorrentes da exploração que nunca correu como os risonhos planos financeiros dos projectos. Ler o artigo completo...
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Em que tabuleiro quer jogar?

A inovação é apresentada, ultimamente com carácter obsessivo, como solução para os problemas empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia, facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de avanços na física, de produtos complexíssimos de engenharia, de curas com base em extraordinários avanços na genética. Constitui, aparentemente a porta única para uma economia baseada no conhecimento e na tecnologia, porta que nos deveremos apressar a franquear sob pena que se feche para todo o sempre... Ler o artigo completo...
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O paradoxo da inovação

As empresas criam novidades, sob a forma de produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos, mais úteis e de modo crescente híbridos de várias tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados” nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e mais das empresas. De facto, já assimilámos palavras como segunda geração, ‘restyling’, ‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes quando nos referimos a produtos cuja complexidade não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como objectos triviais. A maior parte de nós acha perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja receptor de televisão, e, porque não, que os óculos de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar alguns mal entendidos. Ler o artigo completo...
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