cultura organizacional
Natal com os copos
30/12/2008 18:51 Autor: João Vieira
da Cunha
Este é o mês dos jantares de Natal das empresas.
Nestas alegres festas de harmonia e
confraternização, os gestores mais eficazes trocam
os incentivos, a visão e o ‘coaching’ pelo vodka,
pelo whisky e pela cerveja na sua caixa de
ferramentas de liderança de equipas. Estas e outras
bebidas alcoólicas podem resolver os conflitos
internos, solidificam o laços entre os seus membros
e asseguram os níveis de energia necessários para
ultrapassar novos desafios. Ler o artigo
completo...
|
Ética e estratégia
22/08/2008 19:55 Autor: João Vieira
da Cunha
A ética está na moda. Casos como a Enron, o Barings
e mais recentemente a Société Générale trouxeram
este tema para o topo das preocupações dos
accionistas. E com razão.
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
O monarca
14/07/2008 19:26 Autor: João Vieira
da Cunha
Poucos acreditam que as empresas são meritocracias
ou democracias. Mas se não são nem uma coisa nem
outra, então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
Terror ao pequeno almoço
30/05/2008 11:42 Autor: João Vieira
da Cunha
O director da unidade de vendas onde fiz a minha
investigação de doutoramento tomava o
pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas
de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O
terror que cada um deles transpirava quando se
sentava à frente de dois croissants, um pacotinho
de manteiga e uma chávena de café era contagiante.
Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi
que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a
delicada faca de cortar croissants era um martelo
penumático ligado à corrente. A energia que a
alimentava vinha de dentro, do medo do
interrogatório que estava para vir. Ler o artigo
completo...
Alternativas ao Homo Economicus
11/04/2008 19:33 Autor: João Vieira
da Cunha
Há um conjunto de trabalhadores em cada empresa que
correspondem às expectativas dos economistas. São
os homo economicus ou busca-bónus: indivíduos que
ajustam o seu comportamento de forma a maximizar o
bónus que resulta do atingimento dos objectivos que
lhes são propostos. A carreira não é a sua
preocupação principal e muitos recusam promoções
porque sabem que a sua competência para atingir
resultados através do seu próprio esforço pode não
se reflectir nas capacidade de os atingir através
dos outros. A sua progressão segue uma lógica
meramente material. Preocupam-se não com o seu
desenvolvimento ou com o nível de desafio das suas
tarefas mas sim com as mudanças no valor do seu
bónus e no esforço necessário para o atingir. Esta
orientação para os resultados pode levar a práticas
abusivas de vendas, pequenas e grandes fraudes e
outros comportamentos não éticos. Pior – a sua
motivação para cumprir objectivos não transborda
para as outras áreas da sua relação com a
organização. Não partilham conhecimento, não estão
interessados aprender com os outros nem contribuem
de forma formal ou informal para a sustentabilidade
estratégica da empresa. Estão lá apenas para
cumprir o que lhes é pedido e ganhar os prémios daí
resultantes. Ler o artigo completo...
Não diga, faça!
22/02/2008 19:21 Autor: Rui Grilo
A linha que separa o discurso empresarial
politicamente correcto da mais pura hipocrisia é
por vezes muito ténue. Nenhum líder de uma
organização assume que não quer colaboradores com
mais do que uma determinada idade a trabalhar
consigo, mas é fácil coleccionar nomes de
organizações nas quais quem tem 50, 45 ou até pouco
mais de 40 anos é "delicadamente" considerado velho
demais e conduzido até à porta das mais variadas
formas... E assim se desperdiça capital humano de
grande valor. Nenhum gestor é apanhado em público a
protestar pela duração da licença de maternidade
das suas colaboradoras que são mães, mas todos
conhecemos casos de mulheres cuja carreira foi
afectada pela maternidade. Numa altura em que a
baixa natalidade é um problema nacional e europeu,
o problema das penalizações encobertas da
maternidade é tão grande, atingindo operárias,
técnicas e mesmo gestoras, que até já motivou
iniciativas no nosso parlamento. Ler o
artigo completo...
Elogio à cegueira
28/12/2007 19:39 Autor: João Vieira
da Cunha
Há poucas modas de gestão mais perigosas do que a
visão. Uma empresa que tenha uma daquelas que é
mesmo para usar no dia a dia, e não apenas para
estar pendurada na parede para satisfazer clientes
e fazer as delícias dos académicos, é uma empresa
condenada a problemas estratégicos e éticos.
Ler o artigo completo...
Quanto vale a confiança?
16/11/2007 20:26 Autor: Rui Grilo
A capacidade de auto-organização da espécie humana
que tornou possível a sociedade de bem-estar em que
vivemos é ainda uma maravilha misteriosa que
custamos a compreender. Mas sabemos, pelo menos,
que a capacidade de cooperação entre seres humanos
é um elemento fundamental do processo que produziu
esta rede social na qual todos dependemos, de uma
forma ou de outra, uns dos outros. Mas esta rede é
frágil e, para que a cooperação aconteça, é preciso
confiança entre as partes. É isso mesmo que Francis
Fukuyama ilustra nos seus livros "Confiança" e “A
Grande Ruptura”, onde demonstra como o declínio da
confiança põe em causa as bases da riqueza e do
conforto de que gozamos hoje. Ler o
artigo completo...
Empresas e Coelhinhos
13/07/2007 21:35 Autor: João Vieira
da Cunha
Um dos primeiros livros de gestão que li foi o
'Liberation Management' do Tom Peters. Uma parte do
livro deixou-me perturbado – um capítulo inteiro
que defendia que os gestores são irrelevantes. O
autor citava vários estudos que provavam que a
estratégia de qualquer empresa era definida no
momento da sua criação e que qualquer esforço para
a mudar significativamente mais tarde era
infrutífero. Os outros livros que li pareciam
ignorar esta investigação, mas isso não foi
suficiente para me fazer esquecer o assunto.
Ler o artigo
completo...
O Português na redoma de vidro
23/03/2007 21:37 Autor: João Vieira
da Cunha
A cultura portuguesa é apontada como uma das razões
para a falta de competitividade do nosso país. Se
assim for, a melhor estratégia para melhorar a
nossa economia é enviar cidadãos nacionais para os
países que concorrem directamente com o nosso e
importar profissionais de locais com uma cultura
mais eficaz. Se os valores e hábitos que nos
caracterizam enquanto portugueses, em certas
condições pode dar resposta a qualquer desafio
competitivo, então estamos perante a necessidade de
ajustar processos de gestão e liderança.
Ler o artigo completo...
Os líderes a prazo e o bacalhau
26/01/2007 20:41 Autor: João Vieira
da Cunha
Muitas empresas, como a SONAE ou a GE têm relações
estáveis com os seus gestores de topo. No entanto
há outras, como a Galp e a HP, em que estes líderes
vêm com prazo de validade. Quando chegam, já têm
uma data de partida anunciada. A sua carreira
depende da capacidade de terem um impacto
significativo e muito visível durante a sua
estadia. Há que provar que a mudança é para melhor
e por isso rapidamente aparecem várias iniciativas
para responder aos novos desafios de mercado. Mas
muitas vezes estes novos projectos demoram a ser
implementados e quando finalmente chegam ao fim, os
resultados ficam muito aquém das expectativas.
Ler o artigo completo...
O paradoxo dos “colaboradores ideais”
26/05/2006 21:01 Autor: Rui Grilo
A propósito de um dos últimos artigos deste painel,
uma leitora enviou-me o endereço de um dos seus
blogs preferidos. Segundo ela, estava muito perto
da forma como se discutia nesse artigo a liderança
das nossas empresas. Fiquei curioso e segui
imediatamente o link… Foi assim que descobri o
Creating Passionate Users, um excelente blog
escrito a oito mãos em http://headrush.typepad.com/.
Ler o artigo
completo...
Os enigmas da cultura
31/03/2006 21:27 Autor: Rui Grilo
A gestão apropriou-se do termo cultura para
designar o que o dá identidade a uma organização.
Assim, é na cultura de uma empresa que muitas vezes
se procuram explicações para as suas dificuldades
ou para o seu sucesso. Peters e Waterman
contribuíram fortemente para isso quando, no início
dos anos 80, publicaram o seu livro “Na Senda da
Excelência”. Procurando contrariar a rigidez de
gestão dominante na altura, atribuíram o sucesso
das empresas “excelentes” à sua cultura mais ágil e
humanizada e aos valores partilhados pelos seus
colaboradores. A verdade é que, apenas cinco anos
depois, dois terços das 43 empresas "excelentes"
encontradas por Tom Peters e Robert Waterman
estavam em crise. Ler o artigo
completo...