discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

Não programem as pessoas

Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um caminho pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que responde… Imagine agora que vai a um restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o artigo completo...
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Choque de Gerações

Esta geração de “nativos digitais” já está nas nossas empresas e organizações, a tentar encaixar-se num jogo que lhe é estranho. Tal como a geração anterior ia beber um café ou buscar um copo de água para falar com os colegas, esta geração tentar actualizar o seu estado no Facebook ou no Hi5. Mas, em vez de o conseguir fazer com naturalidade, descobre que a administração de redes da sua empresa decidiu bloquear o acesso a esses sites, tal como ao YouTube e a muitos outros recursos que assim lhe ficam vedados. Com a desculpa da produtividade, do tráfego de dados e da largura de banda (como se esta não duplicasse a cada 12 meses), a decisão até parece aparentemente razoável. Mas será mesmo?Ler o artigo completo...
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O fim dos crimes de colarinho branco

A melhor solução para os problemas éticos que têm assolado a economia global e os mercados financeiros que a sustentam é ensinar os lideres a esconder melhor as suas pequenas traquinices.

A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...
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Ética e estratégia

A ética está na moda. Casos como a Enron, o Barings e mais recentemente a Société Générale trouxeram este tema para o topo das preocupações dos accionistas. E com razão.

As empresas que, como estas, viram as suas “pequenas malandrices” nas primeiras páginas dos jornais sofrerarm fortes quedas na sua cotação bolsista. Os “fundos éticos”, que incluem critérios de sustentabilidade na escolha do seu ‘portfolio’, não são motivados por uma missão moralizadora dos mercados financeiros – querem é assegurar-se que não têm uma destas bombas-relógio em carteira. Ler o artigo completo...
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Redes para quê?

As rede sociais ‘online’ já deixaram há algum tempo de ser brinquedos de ‘geeks’ para entrarem na vida de cada vez mais pessoas. Os adolescentes adoptaram o Hi5 para mostrarem a sua personalidade e partilhar fotos e música com os amigos, revelando personalidades virtuais muitas vezes desconhecidas para quem com eles vive. Os “profissionais” coleccionam ligações no LinkedIn para mostrarem o seu currículo, a sua reputação e os seus contactos, talvez à espera que um caça-talentos os recrute para uma função bem paga no Dubai. O Twitter e os ‘blogs’ servem para dizer (tanto a amigos como a desconhecidos) o que se vê, o que se pensa e o que se quer, enquanto muita gente aproveita a frase de estado do ‘messenger’ para partilhar o que está a ouvir, a fazer ou a sentir. Ler o artigo completo...
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O monarca

Poucos acreditam que as empresas são meritocracias ou democracias. Mas se não são nem uma coisa nem outra, então o que são?
São monarquias.
Neste regime a chefia é ocupada por pessoas que integram um grupo que se distingue de todos os outros não só pela côr do seu sangue como também pela forma ritual e simbólica com que os seus membros se relacionam com os outros. Ler o artigo completo...
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Aprender mais com os maiores erros

Durante a nossa vida procuramos avidamente razões, motivos e causas. Essa busca instintiva ajuda-nos a perceber o mundo que nos rodeia, mas convence-nos que é através de causas simples que produzimos resultados e leva-nos a pensar erradamente que a sociedade em que vivemos resultou de intenções precisas e de planos bem detalhados. É raro ouvir contar uma história de sucesso como uma sequência feliz de acasos bem aproveitados. Em vez disso, o sucesso é atribuído à visão e à determinação, mascarando a complexidade do que realmente aconteceu com a linearidade de uma história contada em tom heróico. Ler o artigo completo...
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Estratégia Instantânea (III)

Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das estratégias clássicas estão em vias de extinção. Por exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a escolha entre o produzir barato e em massa ou produzir diferente e desnatar o mercado, foi, aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença para o mercado de massas, como se pode constatar nos casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado um pouco com a extraordinária e prolixa pós modernidade na teoria da gestão, sugeri que a sabedoria contida em os “três porquinhos gestores" e no "síndrome do macho alfa”, entre outros, poderia não bastar para substituir o modelo de crescimento do Igor Ansoff, que ainda me parece muito útil e talvez o melhor modelo de raciocínio estratégico. Mas, voltemos então à questão inicial: A estratégia tornou-se como os tempos, instantânea. Mas quais serão os novos vectores de posicionamento? Ler o artigo completo...
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As tecnologias do poder

Quando falamos de poder, as imagens mentais que nos ocorrem referem-se, frequentemente, a situações de domínio, nas quais uma parte sujeita a outra à sua vontade. "Ter poder" é entendido como sinónimo de ser capaz de controlar. Mas quando se diz "ter poder" estamos a entender o poder como se fosse uma coisa, algo cuja posse se pudesse deter e assim usar. Será esse o caso? A noção convencional de "poder" confunde-se demasiado com autoridade e liderança, e é difícil retirar-lhe o peso das associações aparentemente óbvias a hierarquia, estatuto e controlo. Mas o poder é mais do que isso e pode até ser muito útil entendê-lo de forma radicalmente diferente. Ler o artigo completo...
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Estratégia Instantânea (I)

Cada época conheceu um problema estratégico dominante. Na década de sessenta, na senda dos tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que melhor percebeu que a questão dominante era o crescimento. O problema marcante era como aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff propôs uma matriz notável para a abordagem das trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”. Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para os mesmos produtos”, completava com “mais produtos para si que já confiava em nós” e finalizava com a aplicação do cash inflow realizado nas opções anteriores em novos negócios. A apologia da diversificação talvez tenha ido longe demais, até aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é apenas racionalidade mais um sistema de reporting. Ler o artigo completo...
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Basta ouvir...

Há pouco tempo, um amigo meu contou-me como tinha desperdiçado quase um dia de trabalho a fazer uma coisa que sabia ser inútil por não ter conseguido que o chefe dele o ouvisse. “Quando ele acaba a conversa já não há mais argumentos”... Esse episódio, pouco importante em si, fez-me pensar no tempo e no dinheiro que é desperdiçado todos os dias em organizações devido à má gestão das emoções associadas ao poder. Não se trata sequer de fazer uma avaliação moral ou ética dos ataques de fúria de tantos “chefes” espalhados pelo mundo, trata-se de perceber a origem e o impacto da sua agressividade mal contida no trabalho das pessoas que os rodeiam. Ler o artigo completo...
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O trabalho invisível dos vendedores

Há políticas de remuneração que são erros óbvios. Por exemplo, como seria avaliado o líder de uma empresa de estudos de mercado que premiasse os seus colaboradores com base nos resultados dos inquéritos aos consumidores? Certamente de forma muito negativa. É pouco inteligente pagar a uma equipa que está a descobrir qual é o sabonete preferido dos Portugueses pelo número de pessoas que respondem Sabonete Silva. É fácil prever o resultado desta avaliação do sector da higiene pessoal: o Sabonete Silva seria a escolha da esmagadora maioria dos inquiridos. Ler o artigo completo...
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É a Economia, estúpido

Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos, na Europa, com a “fabricação” de realidades fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um questionário que tive de aplicar recentemente numa acção de formação dessas com o elevadíssimo patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico de fantasias benignas e protectoras, para onde remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que se escondem em nuvens ameaçadoramente escuras. Ler o artigo completo...
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Quando tudo se quer medir

A gestão é muitas vezes confundida com a simples monitorização de números. Parece fácil de entender como isso acontece. Como têm que apresentar resultados quantitativos, os gestores procuram medir e avaliar, também de forma quantitativa, as acções da sua equipa que podem influenciar esses resultados. Como a evolução tecnológica torna cada vez mais fácil fazer essas medições, traduzindo acções em números, os gestores têm instrumentos cada vez mais sofisticados para gerir. Os sistemas de apoio à gestão oferecem hoje complexos ‘dashboards’ e ‘scorecards’ que prometem melhores resultados e decisões acertadas. Mas será isso que acontece de facto? Ler o artigo completo...
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“Impecável, sôtor!”

O maior receio de qualquer gestor é falhar, ser confrontado com o insucesso das suas ideias e intenções. É para evitar falhar que todos nos esforçamos por fazer mais, motivar com mais eficácia, dirigir melhor. Mesmo assim, nada é mais comum do que falhar. O falhanço faz parte do nosso dia-a-dia, seja sob a forma de negócios que se perdem, empresas que desaparecem, áreas de negócio que são extintas, gestores que são substituídos ou trabalhadores que são despedidos. Como pode tanta coisa falhar quando tanta gente competente se esforça por evitar isso? Ler o artigo completo...
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Depois da ‘última linha’

Exigir resultados é um direito natural de qualquer accionista e estabelecer objectivos é um instrumento básico de qualquer gestor. É por isso que muita gente afirma que uma cultura de objectivos e resultados é a base de uma gestão eficaz, capaz de traduzir intenções em acções que produzem os efeitos desejados. É também por isso que se diz, sem grandes reservas, que o que interessa é a ‘bottom line’, a última linha da demonstração de resultados. Há mesmo quem diga que tudo o resto é conversa. De facto, a última linha, aquela onde aparece o valor do lucro ou do prejuízo apurado, é muito importante porque reflecte o desempenho do último período e a viabilidade imediata de uma empresa. Mas será só isso que importa? Ler o artigo completo...
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Medir em vez de mentir

A falta de transparência dos indicadores de desempenho de uma empresa tem uma causa fundamental: também são usados para a avaliação dos colaboradores. Se os gestores utilizam a mesma informação para perceber o que se passa na organização e para decidir quanto pagar de bónus, há fortes incentivos para que essa informação seja deturpada. A justificação para manter esta prática, apesar da desconfiança que cria na relação entre gestores e colaboradores, é a objectividade. Ler o artigo completo...
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A persuasão do powerpoint

Não me lembro de nenhum tema que tenha apaixonado mais a espécie humana do que encontrar a ligação entre causas e efeitos. Quando ignoramos as causas de alguma coisa, o medo que essa coisa nos provoca é ampliado de forma assustadora. Quando percebemos as causas desse efeito, o medo atenua-se e ganhamos uma sensação de controlo sobre o que está a acontecer. Ao longo da história do Homem foi assim, por exemplo, com o fogo, os relâmpagos e algumas doenças. Da mesma forma, quando procuramos um determinado efeito procuramos gerar causas que nos deixem seguros de que atingiremos esse objectivo. Ler o artigo completo...
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O ‘jeitinho’

Há empresas grandes e burocráticas que conseguem manter-se competitivas em sectores que estão em mudança constante. São empresas como a Nokia que, apesar de serem pesadas e mudarem lentamente, continuam a ter um lugar no pódio da competitividade. Como o conseguem? Ler o artigo completo...
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O que não se controla

A vida em diferentes organizações, privadas ou públicas, tem por vezes semelhanças extraordinárias. Tenho ouvido nas últimas semanas várias histórias, contadas por pessoas que trabalham em diferentes empresas e organismos públicos, que partilham um traço comum muito claro: a ansiedade e a sensação de vazio que uma mudança esperada provoca enquanto não se concretiza. O mais curioso nas várias narrativas é que não é a mudança em si que desperta essas emoções difíceis, mas sim a perda de sentido que a espera provoca. E a pergunta que surge é muito simples: “Se tudo vai mudar, que faço eu aqui?” Ler o artigo completo...
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O Sistema Sombra

A sua empresa tem um sistema de informação sombra. Porque é que este sistema existe e que desafios coloca aos seus gestores? Olhe bem à sua volta. O sistema de informação formal é fácil de descobrir: um computador em cada secretária com um ’software’ de gestão escolhido e implementado pela empresa. O sistema sombra também está à vista: um caderno, uma pilha de papéis e um conjunto de ‘post-its’ ironicamente colocados no ecrã do computador. Ler o artigo completo...
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O que não se mede

Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma das ideias que me impressionou mais foi a noção de que para nos defendermos da ansiedade que alguma situação nos provoca acabamos por criar um problema maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo de alguma coisa que nos possa fazer perder auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos defendermos de um problema que receamos podemos acabar por criar outros maiores. Ler o artigo completo...
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De que liderança precisamos?

A liderança é um aspecto essencial da gestão. Ninguém lidera uma organização sem gerir e é quase impossível gerir sem alguma forma de liderança. Mas liderar é geralmente associado a figuras com uma aura quase mística, gestores carismáticos ou visionários de sucesso. Mas será essa a liderança que faz falta nas nossas empresas? Ler o artigo completo...
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A herança do Sr. Taylor

O mundo da gestão seria muito mais simples se tudo corresse de acordo com o que é planeado, sem surpresas nem imprevistos. Seria um mundo de regras evidentes e instruções claras, perfeitamente “científico”, no qual os gestores se poderiam concentrar em pensar, deixando a outros profissionais a execução segura das suas orientações. Um mundo assim poderia realmente existir? Ler o artigo completo...
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A gestão como ela é

A gestão está a tornar-se cada vez mais importante. Toca-nos a todos, quando trabalhamos numa organização, quando corremos o risco de ser despedidos por causa de misteriosos indicadores financeiros ou quando precisamos das empresas como consumidores dos seus produtos e serviços. Apesar de ser uma actividade tão próxima de cada um de nós, quando procuramos textos sobre gestão de empresas o mais normal é encontrarmos referências a gestores conhecidos, como Jack Welch ou Bill Gates, ou um jargão feito de siglas e conceitos abstractos que estejam na moda... Porque é que isto acontece? Ler o artigo completo...
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