discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

call center

Não programem as pessoas

Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a assinatura de uma revista, um canal pago de televisão ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar do seu interlocutor, percebe que ele está a ler. Pior, percebe que a conversa tem um caminho pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que responde… Imagine agora que vai a um restaurante de ‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o artigo completo...
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A verdadeira guerra pelo talento

Há muitos anos, antes de existirem gurus da Gestão, apareceu um livro chamado o Princípio de Peter. Nesse livro, demonstrava que as pessoas tendem a ser promovidas para o seu posto de incompetência. O argumento é simples: quando uma pessoa desempenha as suas funções com sucesso é provável que seja promovida para o degrau hierárquico seguinte. Só quando deixar de ter bons resultados (encontrando-se assim no seu nível de incompetência) é que deixará de ser promovida. Para os autores do livro, a consequência mais importante deste processo é que os lugares de chefia estão, na sua maioria, ocupados por pessoas sem capacidade para os exercer. Para mim há um resultado ainda mais preocupante: as pessoas competentes passam muito pouco tempo na linha da frente das empresas, em que estas contactam com o mercado. Depois de dois ou três degraus na escada em direcção ao topo, os gestores perdem a capacidade de fazer estragos. Quem pode comprometer o sucesso comercial da empresa são as pessoas que interagem todos os dias com os clientes. Ler o artigo completo...
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