discutir a gestão

coluna de opinião no Diário Económico

ansiedade

Terror ao pequeno almoço

O director da unidade de vendas onde fiz a minha investigação de doutoramento tomava o pequeno-almoço com os chefes das suas oito equipas de vendas todas as quartas-feiras de manhã. O terror que cada um deles transpirava quando se sentava à frente de dois croissants, um pacotinho de manteiga e uma chávena de café era contagiante. Na primeira vez que fui a uma destas reuniões, vi que as mãos de vários deles tremiam – parecia que a delicada faca de cortar croissants era um martelo penumático ligado à corrente. A energia que a alimentava vinha de dentro, do medo do interrogatório que estava para vir. Ler o artigo completo...
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Então agora que o íamos promover é que se vai embora?

Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida organizacional consiste na determinação do “valor” dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor potencial do seu desenvolvimento. A forma como procuramos determinar esses valores é, em si mesma, outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer que os rituais de “avaliação de desempenho” são, apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos para evitar ter conversas normais e vulgares com os que nos rodeiam, por forma a estabelecermos relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar completamente enfrentar o “outro”, mormente em aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo o cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como emoções, que daí, em geral, advêm. Ler o artigo completo...
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Chá, suor e lágrimas

Trabalhar é apenas uma das muitas coisas que as pessoas fazem nas empresas. Também tomam chá e café, navegam na internet e desabafam as suas pequenas tragédias. Às vezes também choram. Os gestores têm tentado aumentar a produtividade minimizando o tempo desperdiçado com essas distracções. Mas será que estas actividades têm um impacto negativo no desempenho? Ler o artigo completo...
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Os melhores líderes

As nossas escolhas são, quase sempre, mais reveladoras do que poderíamos imaginar. E não pode haver escolhas mais simbólicas do que as polémicas votações para encontrar o melhor e o pior português de sempre. Enquanto se espera a divulgação da lista dos 100 melhores portugueses e dos 10 finalistas para a votação final, podemos surpreender-nos com a votação ‘online’ para as duas categorias do pior português de sempre e pensar no que estas escolhas revelam sobre um inconsciente que, se não é colectivo, é pelo menos partilhado por muita gente. Ler o artigo completo...
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O que não se controla

A vida em diferentes organizações, privadas ou públicas, tem por vezes semelhanças extraordinárias. Tenho ouvido nas últimas semanas várias histórias, contadas por pessoas que trabalham em diferentes empresas e organismos públicos, que partilham um traço comum muito claro: a ansiedade e a sensação de vazio que uma mudança esperada provoca enquanto não se concretiza. O mais curioso nas várias narrativas é que não é a mudança em si que desperta essas emoções difíceis, mas sim a perda de sentido que a espera provoca. E a pergunta que surge é muito simples: “Se tudo vai mudar, que faço eu aqui?” Ler o artigo completo...
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O que não se mede

Quando descobri o mundo fascinante da psicologia, uma das ideias que me impressionou mais foi a noção de que para nos defendermos da ansiedade que alguma situação nos provoca acabamos por criar um problema maior. A ansiedade não é mais do que a reacção à ameaça de uma perda, que pode ser simplesmente o medo de alguma coisa que nos possa fazer perder auto-estima, dinheiro, estatuto, ou qualquer outra coisa que prezemos. O que é irónico é que para nos defendermos de um problema que receamos podemos acabar por criar outros maiores. Ler o artigo completo...
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