José Manuel Fonseca
Estivalidades
28/07/2009 15:32
Periodicamente vou avaliar a minha situação de
saúde. Um curioso hábito que sobreveio da maçada de
um enfarte e de uns re-arranjos nas coronárias que
implicaram ser serrado ao meio. Aconselho vivamente
que evitem. E, depois de casa assaltada trancas à
porta... Portanto, agora, tenho acesso privilegiado
a um mundo fascinante de descententes anteriores e
acinesias da parede anterior, que implicam exames
acima do vulgar electro cardiograma. Tudo para ver
se me mantenho na classe 1, que é a classe de
vossas excelências que são sedentários, colesterol
elevado, umas cigarradas, e têm, ainda, a ilusão de
que nada vos pode acontecer. Ora no quadro destas
avaliações "estratégicas e estruturantes", vou
agora fazer um sofisticado TAC que permitirá uma
imagem tridimensional do que me foi instalado de
origem.Ler o artigo
completo...
|
O mercado
07/07/2009 12:03
Um dia, quem sabe no tempo dos meus netos, talvez
se venha a conhecer entre nós uma Economia aberta
e, na qual, o mercado poderá, finalmente,
funcionar. Para já, as expectativas são poucas ou
nenhumas de que tal venha a ser verdade. Mas, se
formos optimistas, podemos sempre acreditar em
fadas dos dentes. Esta curiosa, e imemorial,
aliança entre plutocracia e oligarquia parece ser o
beco em que as democracias desembocaram e todos
parecem satisfeitos. Tanto melhor. Ler o artigo
completo...
A minha geração
09/06/2009 12:24
A minha geração está agora no poder. Entreteve-se
em meados da década de setenta a discutir politica
com um entusiasmo pueril, tipicamente adolescente,
cheio de certezas e absolutos imperativos
incontornáveis e inexoráveis. Participou em RGA
loucas e exuberantes, colocando tudo em questão,
construindo futuros imaginários inadiáveis e
inelutáveis. A minha geração respirou a explosão do
ar da liberdade sem verdadeiramente conhecer o
cheiro fétido do medo de pensar e safou-se da
guerra. A minha geração fazia directas na praia à
luz da fogueira e de sonhos generosos discutindo
filmes de Tarkovsky e as obras de Milan Kundera. A
minha geração descobriu o inter-rail, andou pelos
campos e pelas cidades vivendo sem barreiras e
quase sem limites. A minha geração experimentou
quase tudo o que havia para experimentar. Mas a
minha geração envelheceu. É como aqueles pêssegos
descongelados nas prateleiras dos supermercado. Era
brilhante e radiosa. Mas quando chegou a casa já
estava definhada. Macilenta e sem fulgor.
Ler o
artigo completo...
Teleologia
05/05/2009 22:54
Uma das coisas mais recorrentes nas minhas aulas,
mormente por parte de alunos mais velhos e mais
“batidos”, é a irrupção de comentários sobre a
distância, quando não mesmo a oposição, entre os
“modelos” académicos e a “prática” nas empresas.
Esta “esquizofrenia” é tanto maior quanto mais nos
aproximemos de posições mais pós-modernas que
salientem o “valor do capital humano”, ou da
“gestão dos activos imateriais como a lealdade dos
clientes”, ou dos “novos modelos de lideranças
transformacionais”. Às vezes a coisa começa se por
acaso se fala do ‘paper’ do Coase sobre porque é
que há empresas e não só mercados, que lhe deu o
prémio Nobel. Daí à pergunta para que é que
queremos, hoje, empresas pode ser um ápice. Em
princípio, as empresas são a mais eficiente maneira
de produzirmos produtos escrutinados no Mercado, e
cujo “comportamento” agregado gera riqueza para
todos. Ler o artigo
completo...
Fusões e Aquisições
07/04/2009 15:13
Em épocas de crise, uma das estratégias mais
populares, e oportunas, consiste no aproveitar dos
saldos. Empresas em dificuldades, à beira da
extinção, são adquiridas por outras cujo desafogo
financeiro lhes permite equacionar várias
alternativas estratégicas. Ora em contextos de
crise, frequentemente encontram-se negócios que são
pechinchas...Ler o artigo completo...
Fractalidades e ruído de fundo
17/03/2009 16:05
Finalmente temos uma palavra. Grande depressão. Até
os bens de Giffen ou de luxo caem nos índices de
consumo, contrariando a teoria económica que se
ensina logo na terceira semana de micro economia. O
Financial Times fez um ‘endorsement' de um livro
que, entre muitos outros, arrasa com a hipótese do
mercado eficiente. O doutor Trichet, contudo,
parece dizer que a crise acaba já numa destas
quintas-feiras e quiçá nem se dá por ela. Os juros
caem a pique no BCE e os juros nem tugem nem mugem
nos empréstimos, porque os ‘spreads' parecem de
ajustamento automático. Um banco falido e
nacionalizado lá fora continua a oferecer crédito a
torto e a direito em centros comerciais ao pé de
si, apenas por 30% de juros ao ano, e,
naturalmente, a pessoas financeiramente iletradas,
que parecem não ter condições de reembolsar nem uma
parte do capital. Já se suspeita que o presidente
Obama não caminhará sobre as águas. Ler o
artigo completo...
Conto de Natal
12/12/2008 19:45
Era uma vez um país. E nesse país vivia um
rapazinho. O pai, preocupado com o futuro do petiz
e acabada a quarta classe, colocou-o a aprender um
mester (nesses longínquos tempos não existiam novas
oportunidades, só mesmo possibilidades de aprender
a fazer coisas pela via menos paternalista do
trabalho duro). No caso, o de cortador de carnes
num talho. E o petiz cedo evidenciou uma aptidão
natural para o negócio. De tal sorte, que se
estabeleceu por conta própria ainda era quase
imberbe. Foi consolidando a sua network de
fornecedores e construiu uma adequada “base de
clientes” mercê de um belíssimo “marketing de
proximidade” e lábia q.b.! Isso, e uma balança cuja
regulação permitia “poupar” cem gramas de carne em
cada quilograma vendido, que ao fim de cada dia, em
média, davam dois quilitos a favor de futuros
cash-in-flows. De modos que ao fim do primeiro ano,
conseguiu economizar para um carro em segunda mão
com jantes de liga leve. Ler o artigo
completo...
O fantasma na máquina
03/11/2008 18:23
Por causa da crise (recessão, forte abrandamento,
depressão... continuamos sem palavra consensual que
encapsule o colapso à nossa volta... e, portanto
sem a tranquilidade que comporta ter um nome para a
“besta”...) (re)começam a defrontar-se as escolas
económicas. Pensava-se que com o chamado consenso
de Washington (desregular, privatizar e deixar o
mercado formar todos os preços acabando com os
preços políticos e administrativos) o Estado iria,
de cura em cura, emagrecer com ou sem dietas com
aloé vera... Ler o artigo completo...
A felicidade eterna
19/09/2008 19:20
A coisa ainda não acabou, portanto, ainda é cedo
para a agenda mediática ser dominada por aqueles
que nos relembrarão que “nos tinham avisado”. Ou
por aqueles que propõem inovadoras panaceias para
que nunca mais possa acontecer. Ainda não é o tempo
de balanços profundíssimos nem para serem exigidos
mecanismos “que de uma vez por todas” previnam
estas crises. Ou novas autoridades de regulação.
Quem sabe, daqui a algum tempo alguém virá falar de
meta sistemas e de Kurt Godel. E da necessidade de
um supra organismo acima de todos que regule o
sistema financeiro a nível mundial uma vez que os
“fenómenos” são transnacionais e as fronteiras são
um conceito inútil neste mundo electrónico em que
se esvaziam os cofres de um banco através do pânico
dos “ratos”... Ler o
artigo completo...
O colapso dos modelos
25/07/2008 19:27
O espírito das férias anda no ar e não é
propriamente a época de grandes reflexões.
Sobretudo das que implicam a mudança de paradigmas
e, desta vez, não falo do meu clube nem do mundo do
futebol, mas antes de coisas mesmo sérias. Não
obstante, e o mais rapidamente possível, vamos ter
de repensar alguns modelos que conduzem o modo como
pensamos e agimos sobre o quotidiano. Talvez mais
pela fresca, que ultimamente a coisa anda um bocado
bizarra. Nas últimas semanas chega a ser divertido
o ciclo, que, à falta de melhor, poderemos chamar
de Trichet. Cada vez que o governador do banco
central europeu fala (e não age…), expressando a
sua preocupação sobre a inflação deixando a
“ameaça” de aumento de juros, segue-se que o dólar
se afunda e o petróleo sobe. Numa ocasião, o
petróleo recuperou em horas o que tinha perdido em
duas semanas. Portanto, o senhor Trichet, estou
certo que involuntariamente, cada vez que fala
consegue provocar o efeito contrário ao que deixa
patente nas suas palavras e nos seus desejos. Claro
que o mundo não ficaria melhor só porque o senhor
Trichet escolhesse falar menos. Mas, ainda assim,
talvez devesse limitar-se a comunicar acções e
decisões concretas em lugar de longas análises em
que detalha o contrário do que acabará por
acontecer como consequência das suas palavras. E
escrevo isto em face de duas semanas de descidas
contínuas do preço do crude... Ler o artigo
completo...
A conversa quando as coisas não correm bem
16/05/2008 19:39
Trata-se de discutir, neste artigo, algumas
curiosidades do processo de formulação de uma
estratégia. Devemos começar pelo negócio em que
realmente estamos. Por exemplo, algumas pessoas
podem presumir que vendem ferramentas de
jardinagem, quando realmente estão no negócio dos
‘hobbies’ de fim-de-semana ao ar livre e em
contacto com a natureza, competindo com as
excursões do Centro Nacional de Cultura, ou com os
passeios pedestres ao Jardim Botânico, ou com as
actividades de prevenção dos AVC. Uma empresa que
transporta crianças de casa para a escola pode
equivocar-se e definir-se como empresa de
transportes, quando o que realmente presta é um
serviço de segurança. Entendido qual é realmente o
negócio em que estamos presentes, podemos então
definir como queremos actuar. Em que segmentos e
com que produtos específicos devemos
posicionar-nos, tendo em conta as acções de outros
concorrentes, fornecedores, regulamentos e demais
variáveis que podem facilitar ou constranger as
nossas intenções e acções. Ler o
artigo completo...
Estratégia Instantânea (III)
17/03/2008 19:11
Aqui há umas semanas sugeri que uma boa parte das
estratégias clássicas estão em vias de extinção.
Por exemplo, a dicotomia introduzida pelo Porter, a
escolha entre o produzir barato e em massa ou
produzir diferente e desnatar o mercado, foi,
aparentemente, ultrapassada pelo produzir diferença
para o mercado de massas, como se pode constatar
nos casos da Zara e da Decathelom. Depois, brincado
um pouco com a extraordinária e prolixa pós
modernidade na teoria da gestão, sugeri que a
sabedoria contida em os “três porquinhos gestores"
e no "síndrome do macho alfa”, entre outros,
poderia não bastar para substituir o modelo de
crescimento do Igor Ansoff, que ainda me parece
muito útil e talvez o melhor modelo de raciocínio
estratégico. Mas, voltemos então à questão inicial:
A estratégia tornou-se como os tempos, instantânea.
Mas quais serão os novos vectores de
posicionamento? Ler o
artigo completo...
Estratégia Instantânea (II)
25/01/2008 17:40
A estratégia tornou-se como os tempos. Instantânea.
Mas quais serão os novos vectores de
posicionamento? Na última vez que escrevi para o
Diário Económico fiquei por aqui. Com esta
pergunta.
Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Ler o artigo completo...
Os tempos parecem ter desvalorizado a análise financeira, a análise dos mercados, a gestão de operações e uma razoável regra de cumprir as expectativas geradas às pessoas que connosco compartilham os destinos e desafios das organizações. Ler o artigo completo...
Estratégia Instantânea (I)
14/12/2007 20:57
Cada época conheceu um problema estratégico
dominante. Na década de sessenta, na senda dos
tempos do baby boom, o autor Igor Ansoff foi o que
melhor percebeu que a questão dominante era o
crescimento. O problema marcante era como
aproveitar as oportunidades de negocio. Ansoff
propôs uma matriz notável para a abordagem das
trajectórias lógicas de desenvolvimento “orgânico”.
Partia do primeiro passo, “vender mais do mesmo aos
mesmos”, seguido de “encontrar novos clientes para
os mesmos produtos”, completava com “mais produtos
para si que já confiava em nós” e finalizava com a
aplicação do cash inflow realizado nas opções
anteriores em novos negócios. A apologia da
diversificação talvez tenha ido longe demais, até
aos conglomerados de negócios de “tudo em todo o
lado”, que fizeram a ITT descobrir que gestão não é
apenas racionalidade mais um sistema de reporting.
Ler o artigo
completo...
Então agora que o íamos promover é que se vai embora?
19/10/2007 18:58
Um dos problemas mais fascinantes da moderna vida
organizacional consiste na determinação do “valor”
dos recursos humanos. Valor do desempenho, valor
potencial do seu desenvolvimento. A forma como
procuramos determinar esses valores é, em si mesma,
outra coisa fascinante. Claro que poderíamos dizer
que os rituais de “avaliação de desempenho” são,
apenas, mais uma forma de protecção que encontrámos
para evitar ter conversas normais e vulgares com os
que nos rodeiam, por forma a estabelecermos
relacionamentos satisfatórios, simples, eficazes e
produtivos. Mas não. Parecemos preferir evitar
completamente enfrentar o “outro”, mormente em
aspectos em que a dissensão pode emergir, com todo
o cortejo de coisas desagradáveis e viscosas, como
emoções, que daí, em geral, advêm. Ler o
artigo completo...
É a Economia, estúpido
24/08/2007 20:46
Receio bem que estejamos a perder o pé. À realidade
nua e crua do ultra liberalismo chinês respondemos,
na Europa, com a “fabricação” de realidades
fictícias. “Razões de Ganho” era o nome de um
questionário que tive de aplicar recentemente numa
acção de formação dessas com o elevadíssimo
patrocínio da “Europa”. Europa, esse lugar mágico
de fantasias benignas e protectoras, para onde
remetemos, por enquanto, os medos dos perigos que
se escondem em nuvens ameaçadoramente escuras.
Ler o artigo completo...
Qualquer cor é boa desde que seja preto
15/06/2007 19:11
O assunto é apaixonante. E, sobre ele, têm opinado
desde caixeiros viajantes a críticos literários,
todos munidos de dados insofismáveis e assentes nas
melhores premissas. Há professores de direito que
afirmam peremptórios que o assunto é grave demais
para ser deixado a engenheiros. Há engenheiros
electrotécnicos que pugnam pela solução ambiental
mais equilibrada. Há políticos que terçam
argumentos baseados em leis da física e teorizam
sobre deslocações de terras e aquíferos. Há
economistas preocupados com corredores de
aproximação e ventos laterais. Ler o
artigo completo...
Hard Line
18/05/2007 20:20
A concretização do negócio da compra da Chrysler
pela Cerberus parece simbolizar o triunfo da visão
“hard line” em Gestão. Isto é, o abandono do pós
modernismo que atribuía misteriosos good will a
empresas cujos activos cresciam, as despesas
explodiam e as vendas eram pouco mais que
anedóticas, mas as acções subiam de modo
consistente e incompreensível para aqueles que
foram formados na escola da análise fundamental e
que nunca tinham sido seduzidos pelos head and
shoulders dos programas tipo MetaStock. O crash da
“economia da bolha” terminou com esses delírios. De
volta ao mundo real, a aterragem da Banca, entre
outros, foi dolorosa. Hoje, a exigência de
resultados palpáveis, i.e. mensuráveis em dinheiro
é um must. Voltámos mesmo à sabedoria mais
“ancestral” de um marketing em que dos quatro pês,
só o pê do preço é que é mágico porque gera cash
inflow. Todos os outros representam dinheiro a
sair... Ler o artigo completo...
A retórica
23/02/2007 20:16
Hoje em dia, somos bafejados pela afortunada
aparição de produtos que nos oferecem quase tudo o
que um cidadão da pós-modernidade necessita para
ser completamente feliz e integrado na sociedade e
nos seus grupos. Objectos híbridos e minúsculos que
nos permitem telefonar, ver filmes, assistir em
directo à novela das sete, das nove, das dez e,
quem sabe, mesmo e inclusive, a das onze, para
além, de armazenarem as fotos dos casamentos,
baptizados, festas realizadas em todo o hemisfério
norte, mais os vídeos do National Geographic ou de
todas as séries de conselhos práticos do it
yourself do Turquemenistão, mais a nossa agenda com
dezoito níveis de alarmes, para nunca esquecermos o
dia em que se comemora o aniversário da primeira
vez que comprámos uma garrafa de azeite no
supermercado com aquela que viria a ser a nossa
mulher (uma coisa que os homens tem particular
tendência a não recordarem e que está na origem dos
divórcios), armazenar os álbuns de músicas da nossa
juventude, ter online os conselhos úteis para nos
relembrarmos do que se espera de nós numa
entrevista de emprego mesmo com tutorial de ensaio
final, ligação automática de hora a hora ao centro
de domótica lá de casa para sabermos da evolução do
stock de alho francês na prateleira da esquerda do
frigorífico, ligação contínua ao GPS localizado no
telemóvel dos nossos filhos e com os mapas de
Azeitão e Ullapool, marcação automática de
consultas de reiki, monitor cardíaco, consulta de
saldos do cartão de débito, planeamento fiscal...
Ler o artigo completo...
Boas Intenções
08/09/2006 21:30
Uma das coisas mais perigosas que existem são as
pessoas bem intencionadas. Em geral, estas pessoas
possuem uma visão de como é que o mundo poderia ser
perfeito. E, numa posição de poder, legislam para
que o mundo se aproxime do estado visionado. Há
muitos anos tive ocasião de testemunhar como,
através de um sistema de incentivos denominado
RIME, se tentou produzir por esse pais fora,
empresários e empreendedores a partir de gente que
tinha ficado sem trabalho, e, que no geral possuía
qualificações muito pouco notáveis. Através de um
“curso” de gestão muito rápido e prenhe de swot’s e
mix de marketing e meia dúzia de indicadores de
gestão financeira, e da promessa de incentivos e de
um projecto de investimento sempre com VAL
satisfatório e TIR’s ainda mais bondosas. No final,
dados os tradicionais atrasos nos pagamentos de
incentivos, pouca gente se terá ficado a rir.
Conheci bastantes que ficaram afogados nos
leasings, incapazes de gerir os compromissos
financeiros decorrentes da exploração que nunca
correu como os risonhos planos financeiros dos
projectos. Ler o artigo completo...
Chamem a Miss Marple
23/06/2006 19:02
Uma notícia, sem grandes parangonas, dava conta de
uma coisa absolutamente desarmante. Aparentemente,
tivemos – parece que ainda temos – uma dúzia de
aviões de combate encaixotados desde há anos. Não
há nada de surpreendente nesta questão.
Provavelmente tenho estado distraído, mas não dei
por um singelo reparo da Oposição. Pelo menos
daquela oposição, que nunca foi governo e portanto,
nunca ocupou o lugar de ”guardião” dos caixotes...
Ler o artigo
completo...
O Mercado das Ideias de Gestão
12/05/2006 18:59
Poucos mercados estarão tão fragmentados, contudo,
tão ocupados como o das ideias luminosas para gerir
as empresas. O “sector” está hiper segmentado. Não
obstante, evidencia uma característica saliente e
comum. O Marketing. É que as ideias (produto) são
quase sempre apresentadas como improteláveis,
inelutáveis e inexoráveis, devendo, nós, aplicá-las
imediatamente sob pena da empresa ser arrastada
para um vergonhoso, e facilmente evitável,
insucesso. Bastará ler o capítulo introdutório de
qualquer livro sobre uma qualquer nova buzzword e
lá estará, o aviso e a ameaça velada: “this is a
book about the future that is already here and a
book for people who expect to be part of it”...
Bom, e nós, ansiosos por participar neste ou noutro
qualquer futuro, precipitamo-nos a ler com avidez.
Ao fim ao cabo todos “queremos chegar primeiro ao
futuro”, pese embora o facto de os tipos na
Austrália chegarem sempre com umas largas horas de
avanço... Ler o artigo completo...
O Paradoxo das Pessoas Perfeitas
12/04/2006 18:56
Actualmente enfrentamos um contexto de incerteza
crescente. As relações de causa e efeito estáveis,
aqui há umas décadas, parecem ter dado lugar a
verdadeiras cadeias de causalidades circulares que
tornam o mundo, por vezes, pouco compreensível.
Desde os múltiplos factores que “explicam” a subida
dos preços dos combustíveis, à instabilidade
política, à sucessão de coisas mais prosaicas como
soluções para armazenar dados, que perecem em
meses. Alguém se lembra da tecnologia DAT que era
oferecida no mercado com o nome comercial sugestivo
de “Jazz”? Às soluções de conexão de periféricos
que mudam de geração em geração de computadores a
ritmo que nos deixa as gavetas cheias de cabos, com
nomes estranhíssimos como “Scusi”, mas que
aparentemente já só interessam a arqueólogos e
antropólogos... Ler o
artigo completo...
Em que tabuleiro quer jogar?
17/03/2006 20:44
A inovação é apresentada, ultimamente com carácter
obsessivo, como solução para os problemas
empresariais, sectoriais e do país. E, talvez até
pela simpatia do Primeiro Ministro pela Finlândia,
facilmente se torna sinónimo de alta tecnologia, de
avanços na física, de produtos complexíssimos de
engenharia, de curas com base em extraordinários
avanços na genética. Constitui, aparentemente a
porta única para uma economia baseada no
conhecimento e na tecnologia, porta que nos
deveremos apressar a franquear sob pena que se
feche para todo o sempre... Ler o
artigo completo...
O paradoxo da inovação
17/02/2006 20:53
As empresas criam novidades, sob a forma de
produtos melhores, mais fiáveis, mais atractivos,
mais úteis e de modo crescente híbridos de várias
tecnologias. Como consumidores, ficámos “viciados”
nesta espiral de novidade. Exigimos cada vez mais e
mais das empresas. De facto, já assimilámos
palavras como segunda geração, ‘restyling’,
‘upgrade’, ‘improvment’, como semânticas correntes
quando nos referimos a produtos cuja complexidade
não percebemos, mas que tratamos “por tu” e como
objectos triviais. A maior parte de nós acha
perfeitamente possível que o telemóvel amanhã seja
receptor de televisão, e, porque não, que os óculos
de sol sirvam de telemóvel, ou que as torneiras de
alguns restaurantes deveriam ter ‘ABS’ para evitar
alguns mal entendidos. Ler o
artigo completo...