Estivalidades
28/07/2009 15:32 Autor: José
Manuel Fonseca
Periodicamente vou avaliar a minha situação de saúde.
Um curioso hábito que sobreveio da maçada de um
enfarte e de uns re-arranjos nas coronárias que
implicaram ser serrado ao meio. Aconselho vivamente
que evitem. E, depois de casa assaltada trancas à
porta... Portanto, agora, tenho acesso privilegiado a
um mundo fascinante de descententes anteriores e
acinesias da parede anterior, que implicam exames
acima do vulgar electro cardiograma. Tudo para ver se
me mantenho na classe 1, que é a classe de vossas
excelências que são sedentários, colesterol elevado,
umas cigarradas, e têm, ainda, a ilusão de que nada
vos pode acontecer. Ora no quadro destas avaliações
"estratégicas e estruturantes", vou agora fazer um
sofisticado TAC que permitirá uma imagem
tridimensional do que me foi instalado de
origem.Ler o artigo
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Elogio da pobreza
21/07/2009 12:31 Autor: João
Vieira da Cunha
Uma pesquisa na Internet mostra que a palavra
“empreendorismo” aparece muitas vezes associada à
palavra “apoios”. No ‘site' empreendorismo.pt
aparecem 25 programas, iniciativas e financiamentos
para aqueles que pretendem criar a sua empresa. Estes
apoios são um desperdício. Se o objectivo é ajudar as
pessoas a criar o seu próprio emprego não é preciso
ir além do micro-crédito. Se o objectivo é potenciar
a inovação, os apoios são desnecessários.
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O mercado
07/07/2009 12:03 Autor: José
Manuel Fonseca
Um dia, quem sabe no tempo dos meus netos, talvez se
venha a conhecer entre nós uma Economia aberta e, na
qual, o mercado poderá, finalmente, funcionar. Para
já, as expectativas são poucas ou nenhumas de que tal
venha a ser verdade. Mas, se formos optimistas,
podemos sempre acreditar em fadas dos dentes. Esta
curiosa, e imemorial, aliança entre plutocracia e
oligarquia parece ser o beco em que as democracias
desembocaram e todos parecem satisfeitos. Tanto
melhor. Ler o artigo
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Não programem as pessoas
30/06/2009 09:08 Autor: Rui Grilo
Imagine que o seu telefone toca e que, do outro lado
da linha, uma pessoa lhe tenta vender alguma coisa, a
assinatura de uma revista, um canal pago de televisão
ou um seguro. Pelo tom de voz e pela forma de falar
do seu interlocutor, percebe que ele está a ler.
Pior, percebe que a conversa tem um caminho
pré-definido, um guião, no qual pouco importa o que
responde… Imagine agora que vai a um restaurante de
‘fast-food’. Chega a sua vez e pede uma cola sem gelo
e um hamburger com queijo. Quem o atende responde “e
qual é a bebida?” Nos dois casos, aquilo que o
atingiu foi a febre dos ‘scripts’. Ler o
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Não vendemos tabaco!
23/06/2009 12:08 Autor: João
Vieira da Cunha
No fim do percurso entre minha casa e a Nova há uma
papelaria. Há uma semana atrás, vi que o proprietário
tinha afixado um aviso na entrada que dizia ‘não
vendemos tabaco’. A explicação era simples, o senhor
não tinha paciência para esclarecer os clientes que
lhe entravam todos os dias na loja para comprar
cigarros - um produto que não queria vender porque
via o seu negócio apenas como uma papelaria. Este
caso mostra qual é realmente o problema da
competitividade de pequenas empresas como esta e de
grandes empresas como a General Motors: todas elas
dependem de uma grande tolerância no mercado para
sobreviverem, mas os seus clientes oferecem-lhes cada
vez menos margem de manobra. Ler o
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A minha geração
09/06/2009 12:24 Autor: José
Manuel Fonseca
A minha geração está agora no poder. Entreteve-se em
meados da década de setenta a discutir politica com
um entusiasmo pueril, tipicamente adolescente, cheio
de certezas e absolutos imperativos incontornáveis e
inexoráveis. Participou em RGA loucas e exuberantes,
colocando tudo em questão, construindo futuros
imaginários inadiáveis e inelutáveis. A minha geração
respirou a explosão do ar da liberdade sem
verdadeiramente conhecer o cheiro fétido do medo de
pensar e safou-se da guerra. A minha geração fazia
directas na praia à luz da fogueira e de sonhos
generosos discutindo filmes de Tarkovsky e as obras
de Milan Kundera. A minha geração descobriu o
inter-rail, andou pelos campos e pelas cidades
vivendo sem barreiras e quase sem limites. A minha
geração experimentou quase tudo o que havia para
experimentar. Mas a minha geração envelheceu. É como
aqueles pêssegos descongelados nas prateleiras dos
supermercado. Era brilhante e radiosa. Mas quando
chegou a casa já estava definhada. Macilenta e sem
fulgor. Ler o
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O preço do sucesso
19/05/2009 14:58 Autor: João
Vieira da Cunha
Ser gestor é como ser adulto: é um estado que parece
só ter benefícios até o atingir. Depois de lá chegar,
são mais cardos do que rosas. Os primeiros anos são
sempre os mais difíceis. Depois de passar de
empregado a chefe, o jovem aspirante a neófito de
aprendiz de gestor está ainda suficientemente perto
de quem trabalha para saber que muitas dos objectivos
e regras impostos por quem lidera são irreais e até
perigosos. No entanto têm que os apresentar aos seus
colaboradores como se fossem o resultado de um
conhecimento profundo da empresa e do mercado e não
da aplicação irreflectida de opiniões, palpites e,
pior ainda, dos prodigiosos ensinamentos dos gurus da
gestão. Os supervisores dos call centers de
atendimento ao cliente, por exemplo, têm que explicar
aos operadores que faz todo o sentido medir o seu
desempenho com base na velocidade com que desligam o
telefone ao cliente. Ler o
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Teleologia
05/05/2009 22:54 Autor: José
Manuel Fonseca
Uma das coisas mais recorrentes nas minhas aulas,
mormente por parte de alunos mais velhos e mais
“batidos”, é a irrupção de comentários sobre a
distância, quando não mesmo a oposição, entre os
“modelos” académicos e a “prática” nas empresas. Esta
“esquizofrenia” é tanto maior quanto mais nos
aproximemos de posições mais pós-modernas que
salientem o “valor do capital humano”, ou da “gestão
dos activos imateriais como a lealdade dos clientes”,
ou dos “novos modelos de lideranças
transformacionais”. Às vezes a coisa começa se por
acaso se fala do ‘paper’ do Coase sobre porque é que
há empresas e não só mercados, que lhe deu o prémio
Nobel. Daí à pergunta para que é que queremos, hoje,
empresas pode ser um ápice. Em princípio, as empresas
são a mais eficiente maneira de produzirmos produtos
escrutinados no Mercado, e cujo “comportamento”
agregado gera riqueza para todos. Ler o
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Os efeitos económicos do krypton
21/04/2009 12:42 Autor: João
Vieira da Cunha
Para os economistas as pessoas são racionais: o seu
comportamento é determinado pelos incentivos de que
pode beneficiar. Infelizmente para a maioria das
empresas, é difícil encontrar homens (ou mulheres)
racionais. Esta carência é espantosa tendo em conta
que a popularidade dos cursos de gestão tem feito com
que a uma fatia apreciável da população activa seja
licenciada (ou quase) nesta área. Até parece que um
dos gases raros que compõem a atmosfera contamina a
mente humana apagando este princípio de comportamento
que, de acordo com os economistas, todos deveríamos
seguir. Eu pessoalmente voto no krypton. Eu sei que é
só 0.00033% do ar que respiramos, mas se a Kryptonite
faz mal ao Super Homem, um gás com nome parecido deve
ter o mesmo efeito no Homem Racional. A minha teoria
é que as paredes das faculdades de economia são
revestidas por um material que protege quem lá
estuda. Logo que se abandona o seu efeito protector,
adeus racionalidade económica. Claro que há uma
explicação alternativa: os pressupostos da economia
são uma ficção que nada tem a ver com a realidade —
mas esta hipótese é obviamente absurda. Ler o
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As armadilhas da crise
14/04/2009 12:07 Autor: Rui Grilo
As dificuldades da conjuntura económica estão a
obrigar muitos gestores a tomar decisões difíceis.
Têm que encontrar oportunidades de negócio, avaliar
retornos e responder permanentemente a um mundo que
oscila de forma imprevisível e incontrolável... As
pressões do mercado, dos accionistas e dos bancos
obrigam quem tem responsabilidades de gestão a
tentar, em simultâneo, aumentar a produtividade e
promover a inovação. É preciso reduzir custos e
encontrar novas fontes de receitas. Mas, se os
objectivos são óbvios, a forma de os alcançar pode
esconder muitas armadilhas. Ler o
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Fusões e Aquisições
07/04/2009 15:13 Autor: José
Manuel Fonseca
Em épocas de crise, uma das estratégias mais
populares, e oportunas, consiste no aproveitar dos
saldos. Empresas em dificuldades, à beira da
extinção, são adquiridas por outras cujo desafogo
financeiro lhes permite equacionar várias
alternativas estratégicas. Ora em contextos de crise,
frequentemente encontram-se negócios que são
pechinchas...Ler o artigo
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Blogs e Twitter
24/03/2009 16:05 Autor: João
Vieira da Cunha
Há hoje uma variedade enorme de meios de comunicação
‘online'. Os ‘blogs' e mais recentemente o Twitter
tornam a relação entre as empresas e o exterior mais
directa. É por isso mesmo que os gestores têm que
evitar a todo o custo que os seus colaboradores
utilizem estas tecnologias e castigar severamente os
que já o façam. Senão correm o perigo de tornar o que
se passa no seu escritório do conhecimento público e,
terror dos terrores, diminuir o profundo défice
democrático que existe nestes locais. Ler
o artigo completo...
Fractalidades e ruído de fundo
17/03/2009 16:05 Autor: José
Manuel Fonseca
Finalmente temos uma palavra. Grande depressão. Até
os bens de Giffen ou de luxo caem nos índices de
consumo, contrariando a teoria económica que se
ensina logo na terceira semana de micro economia. O
Financial Times fez um ‘endorsement' de um livro que,
entre muitos outros, arrasa com a hipótese do mercado
eficiente. O doutor Trichet, contudo, parece dizer
que a crise acaba já numa destas quintas-feiras e
quiçá nem se dá por ela. Os juros caem a pique no BCE
e os juros nem tugem nem mugem nos empréstimos,
porque os ‘spreads' parecem de ajustamento
automático. Um banco falido e nacionalizado lá fora
continua a oferecer crédito a torto e a direito em
centros comerciais ao pé de si, apenas por 30% de
juros ao ano, e, naturalmente, a pessoas
financeiramente iletradas, que parecem não ter
condições de reembolsar nem uma parte do capital. Já
se suspeita que o presidente Obama não caminhará
sobre as águas. Ler o artigo
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Contrariar o "bom-senso"
11/03/2009 18:49 Autor: Rui Grilo
Quem não arrisca, limitando-se a repetir fórmulas
testadas, está condenado ao fracasso. Foi este o
aviso que Kjell Nordström deixou aos gestores numa
conferência recente em Lisboa. Professor na Stockholm
School of Economics e co-autor de livros como “Funky
Business” e “Karaoke Capitalism”, Nordström é um
provocador profissional, um feroz crítico da
“normalidade” que é capaz de expressar com clareza
uma ideia evidente: se todos tentam repetir os mesmo
casos de sucesso, a nossa economia torna-se num
‘karaoke’ desafinado, onde as mesmas ideias são
repetidas até à exaustão como se não fosse possível
fazer outra coisa. Ler o
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A verdadeira guerra pelo talento
03/02/2009 18:49 Autor: João
Vieira da Cunha
Há muitos anos, antes de existirem gurus da Gestão,
apareceu um livro chamado o Princípio de Peter. Nesse
livro, demonstrava que as pessoas tendem a ser
promovidas para o seu posto de incompetência. O
argumento é simples: quando uma pessoa desempenha as
suas funções com sucesso é provável que seja
promovida para o degrau hierárquico seguinte. Só
quando deixar de ter bons resultados (encontrando-se
assim no seu nível de incompetência) é que deixará de
ser promovida. Para os autores do livro, a
consequência mais importante deste processo é que os
lugares de chefia estão, na sua maioria, ocupados por
pessoas sem capacidade para os exercer. Para mim há
um resultado ainda mais preocupante: as pessoas
competentes passam muito pouco tempo na linha da
frente das empresas, em que estas contactam com o
mercado. Depois de dois ou três degraus na escada em
direcção ao topo, os gestores perdem a capacidade de
fazer estragos. Quem pode comprometer o sucesso
comercial da empresa são as pessoas que interagem
todos os dias com os clientes. Ler o
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Pequenos detalhes fundamentais
20/01/2009 18:27 Autor: Rui Grilo
Perceber o que conduz ao sucesso é fundamental.
Malcom Gladwell procurou fazer precisamente isso com
o seu livro “Outliers”, publicado no fim de 2008 e já
com versão portuguesa. O que leva algumas pessoas a
erguer-se acima da multidão? Naturalmente que o
talento, a perseverança e o esforço pessoal são
fundamentais, mas esses méritos não chegam, ao
contrário do que as biografias oficiais nos querem
fazer crer. Gladwell mostra-nos como as
oportunidades, o contexto cultural e os acasos
desempenham também um papel fundamental. Se
percebermos alguns padrões ocultos do sucesso de Bill
Gates, dos Beatles ou de Oppenheimer, talvez possamos
remover barreiras que nos impedem de triunfar.
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Natal com os copos
30/12/2008 18:51 Autor: João
Vieira da Cunha
Este é o mês dos jantares de Natal das empresas.
Nestas alegres festas de harmonia e confraternização,
os gestores mais eficazes trocam os incentivos, a
visão e o ‘coaching’ pelo vodka, pelo whisky e pela
cerveja na sua caixa de ferramentas de liderança de
equipas. Estas e outras bebidas alcoólicas podem
resolver os conflitos internos, solidificam o laços
entre os seus membros e asseguram os níveis de
energia necessários para ultrapassar novos desafios.
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Conto de Natal
12/12/2008 19:45 Autor: José
Manuel Fonseca
Era uma vez um país. E nesse país vivia um rapazinho.
O pai, preocupado com o futuro do petiz e acabada a
quarta classe, colocou-o a aprender um mester (nesses
longínquos tempos não existiam novas oportunidades,
só mesmo possibilidades de aprender a fazer coisas
pela via menos paternalista do trabalho duro). No
caso, o de cortador de carnes num talho. E o petiz
cedo evidenciou uma aptidão natural para o negócio.
De tal sorte, que se estabeleceu por conta própria
ainda era quase imberbe. Foi consolidando a sua
network de fornecedores e construiu uma adequada
“base de clientes” mercê de um belíssimo “marketing
de proximidade” e lábia q.b.! Isso, e uma balança
cuja regulação permitia “poupar” cem gramas de carne
em cada quilograma vendido, que ao fim de cada dia,
em média, davam dois quilitos a favor de futuros
cash-in-flows. De modos que ao fim do primeiro ano,
conseguiu economizar para um carro em segunda mão com
jantes de liga leve. Ler o
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Choque de Gerações
02/12/2008 18:23 Autor: Rui Grilo
Esta geração de “nativos digitais” já está nas nossas
empresas e organizações, a tentar encaixar-se num
jogo que lhe é estranho. Tal como a geração anterior
ia beber um café ou buscar um copo de água para falar
com os colegas, esta geração tentar actualizar o seu
estado no Facebook ou no Hi5. Mas, em vez de o
conseguir fazer com naturalidade, descobre que a
administração de redes da sua empresa decidiu
bloquear o acesso a esses sites, tal como ao YouTube
e a muitos outros recursos que assim lhe ficam
vedados. Com a desculpa da produtividade, do tráfego
de dados e da largura de banda (como se esta não
duplicasse a cada 12 meses), a decisão até parece
aparentemente razoável. Mas será mesmo?Ler o
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O fim dos crimes de colarinho branco
14/11/2008 18:23 Autor: João
Vieira da Cunha
A melhor solução para os problemas éticos que têm
assolado a economia global e os mercados financeiros
que a sustentam é ensinar os lideres a esconder
melhor as suas pequenas traquinices.
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...
A verdade é que as empresas e a sua cotação na bolsa não sofrem com as malandrices cometidas por quem as comanda. Em muitos casos até beneficiam das travessuras feitas para proveito próprio ou em nome do sucesso, em mercados cada vez mais competitivos. O que de facto destrói valor e prejudica o bom funcionamento das instituições do capitalismo é a teimosia dos jornalistas e dos investigadores que têm trazido estes casos a público. Ler o artigo completo...