Quase todas as máquinas
reflex para filme de 35mm actualmente à venda
oferecem uma qualidade razoável. Desde as mais modernas
câmaras com focagem automática até sólidos modelos mais
antigos que se encontram no mercado de usados, com
qualquer uma se podem tirar belas fotografias. Afinal, o
corpo de uma máquina é apenas uma caixa que não deixa
entrar luz senão quando se quer e pelo tempo que se
escolher.
As máquinas reflex são largamente preferíveis em
relação às compactas, porque permitem ver no visor
exactamente aquilo que se vai fotografar, podem usar
várias objectivas e admitem quase sempre a regulação
manual dos parâmetros de exposição. Isso não quer dizer
que um pequena compacta não seja muito útil para tirar
fotografias de aniversários ou para alguma viagem em que
o espaço escasseie. Algumas dessas máquinas têm
excelentes objectivas com boas aberturas máximas. Por
exemplo, a Olympus mju-II tem uma objectiva de 35mm
f/2.8 com uma excelente qualidade óptica e pesa
pouco mais de 200 gramas...
Nikon
FE2 – uma sólida
máquina clássica dos anos 80 que continua actual, tal
como a Nikon FM2n, que ainda se fabrica e vende.
Uma escolha importante a
fazer ao ponderar a compra de uma máquina é a quantidade
de ajudas electrónicas que se quer ter: focagem manual ou
automática, medição de luz ponderada ao centro ou
matricial. Uma máquina como a Nikon F5 simplifica muito o
trabalho do fotógrafo porque tem uma focagem ultra-rápida
e até distingue as cores do que se vai fotografar,
acertando (dizem) em 99% das sugestões de exposição. Mas
estas características pagam-se caro e se são muito
importantes para um fotojornalista, que tem que
aproveitar cada oportunidade de fotografia que surge num
instante, já serão menos cruciais para um amador com
tempo que queira compor calmamente a sua fotografia.
Se já tiver uma máquina reflex use-a bem antes
de pensar em comprar outra. Mas, se vai mesmo comprar uma
máquina, saiba que opções é o que não falta. As marcas
com maior quota de mercado, a Nikon e a Canon, oferecem
uma excelente qualidade e uma enorme variedade mas também
se fazem pagar (e bem) pela imagem de marca. Outros
fabricantes, como a Minolta ou a Pentax, oferecem uma
qualidade semelhante por menos dinheiro. Mas se quiser
comprar uma máquina usada com mais de dez anos é melhor
escolher entre os modelos da Nikon e da Canon: terá mais
acessórios ainda disponíveis e as probabilidades de
conseguir resolver alguma avaria são maiores. Mesmo no
mercado de usados, os corpos Nikon são bastante mais
caros, mas uma F2, F3, FM2n ou FE2 em bom estado vale bem
o dinheiro que custa. A Canon tem o atractivo de ter
também produzido boas máquinas fotográficas nos anos 70 e
80, como a excelente F1 ou as boas AE1 ou AT1, que se
conseguem por um preço mais moderado uma vez que a marca
mudou o sistema de montagem das objectivas quando
investiu na focagem automática.
Há recursos que devemos exigir à nossa máquina:
fotómetro, possibilidade de escolha manual da abertura e
do tempo de exposição, compensação da exposição
automática, previsão da profundidade de campo e uma boa
gama de tempos de exposição, pelo menos entre os 4
segundos e 1/1000 de segundo. Para além destas
características, é também útil dispor de medição através
das lentes (TTL) para o flash, de medição de luz
pontual (spot) e da possibilidade de trocar os
écrans de focagem. A focagem automática tornou-se muito
comum, mas quem não quiser tirar fotografias de acção ou
de animais em movimento pode dispensar esse recurso.