ideias em série
mundo 2.0
Mundos tão reais como o nosso
17/12/2008 13:23
Estive recentemente numa conferência onde ouvi John Seely Brown (antigo “chief scientist” da Xerox Corporation) argumentar sobre a importância que os jogos podem ter para o desenvolvimento das capacidades das pessoas na gestão de tarefas complexas e do trabalho em grupo. Ele usou o World of Warcraft como exemplo da forma como os jogos online podem ajudar a desenvolver essas competências. Bem... Eu próprio jogo WoW e gasto (talvez) tempo demais a seguir feeds RSS e de Twitter, mas a forma como estamos a começar a “respirar” tecnologia deixa-me um sentimento desconfortável. Um mundo no qual seja impossível distinguir o real do virtual parece estar ao nosso alcance. Até a ligação directa do cérebro a máquinas está mais avançada do que se imaginaria possível. Estarão a aproximar-se os pesadelos do The Matrix ou do eXistenZ ou sou eu que tenho visto ficção científica a mais? Veja este vídeo. Deixou-me a pensar...
|
Pios fractais
26/11/2008 23:04
As teorias da complexidade fascinam-me desde que andava na escola secundária. Para além da beleza da geometria fractal, o que me cativou na complexidade foi a noção de que algo de radicalmente novo pode emergir das interacções normais do dia-a-dia. Acredito que a web está a facilitar a interacção humana de uma forma que torna cada vez mais óbvios os processos de aparecimento de padrões emergentes.
Um exemplo: o Twitter, que já mencionei no último artigo. Na base, é um serviço muito simples para criar “microblogues”: cada um de nós tem 140 caracteres para responder à questão “o que estás a fazer?”. Parece simples, não é? Mas a seguir escolhemos quem seguimos (como se subscrevêssemos um feed RSS) e as pessoas que seguimos, se nos conhecerem, podem passar a seguir-nos também. Vendo a quem as pessoas que seguimos respondem, descobrimos mais pessoas que queremos seguir e, em pouco tempo, surge espontaneamente um grupo de gente que fala entre si, uma comunidade emergente. Então, empresas de software e políticos (Barack Obama, por exemplo) começam a usá-lo para estabelecer uma ligação directa com os seus utilizadores e votantes. Utilizando a plataforma aberta do Twitter, programadores começam a fazer (e a vender) programas para tornar mais fácil a sua utilização e ligação a outros serviços. A utilização cresce e o Twitter ganha cada vez mais seguidores enquanto novos padrões continuam a emergir, sem um plano prévio ou uma intenção clara.
É isto que a “web 2.0” significa realmente para mim. Depois de acabar de ler o último livro do Don Tapscott (Grown Up Digital), acredito que está a acontecer alguma coisa realmente significativa: uma nova geração de pessoas (dos 20 aos 30 e tal) estão a usar a tecnologia de uma forma diferente porque se libertaram: a tecnologia para eles é como o ar, não lhe dão demasiada atenção mas utilizam-na com toda a naturalidade!
Actualização - Depois de publicar este artigo, descobri algumas opiniões interessantes sobre o Twitter:
Porque é que o Tim O'Reilly gosta do Twitter
Uma lista de ferramentas para explorar o Twitter, pelo Diogo Vasconcelos
O Twitter como ferramenta de governo electrónico
É isto que a “web 2.0” significa realmente para mim. Depois de acabar de ler o último livro do Don Tapscott (Grown Up Digital), acredito que está a acontecer alguma coisa realmente significativa: uma nova geração de pessoas (dos 20 aos 30 e tal) estão a usar a tecnologia de uma forma diferente porque se libertaram: a tecnologia para eles é como o ar, não lhe dão demasiada atenção mas utilizam-na com toda a naturalidade!
Actualização - Depois de publicar este artigo, descobri algumas opiniões interessantes sobre o Twitter:
Porque é que o Tim O'Reilly gosta do Twitter
Uma lista de ferramentas para explorar o Twitter, pelo Diogo Vasconcelos
O Twitter como ferramenta de governo electrónico
A mudança acontece...
18/10/2008 23:01
O novo "efeito borboleta"
12/08/2008 11:09
O “efeito borboleta” é um dos aspectos mais célebres da teoria do caos e expressa a ideia de que o bater de asas de uma borboleta sobre Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. O termo surgiu do trabalho de Edward Lorenz e mostra como pequenas causas podem ter grandes e imprevisíveis efeitos o que, se quisermos simplicar, o que de mais importante temos a aprender com a teoria do caos. Lembro-me disto a propósito de um link que segui esta manhã e que me levou ao “girl effect”, uma espécie de “efeito borboleta” aplicado ao futuro da humanidade... Que efeito pode ter o destino de uma rapariga? Veja em The Girl Effect.
O admirável novo "wiki-mundo"
06/02/2008 20:57

É este o livro do futuro?
07/12/2007 15:56

O mundo plano
21/09/2007 20:25

Somos nós a máquina?
29/08/2007 21:13
Este vídeo surgiu como uma resposta a uma descrição (um bocado monocórdica) da Web 2.0 que foi colocada no YouTube, mas já foi visto muito mais vezes (3.331.565 no momento em que escrevo). É uma ilustração fascinante do presente, da forma como a tecnologia está a mudar a forma como interagimos com a informação, como a organizamos e como a usamos.
Num mundo de texto digital, ligado por hiperligações, trocado através de XML e agregado em leitores de RSS, não estamos só a usar a máquina. É a “máquina” que nos usa a nós e somos nós que nos tornamos na “máquina”, uma rede de milhões de pessoas que comunicam entre si e partilham informação.
Inspirador ou assustador?
O site de todas as ideias
15/08/2007 18:20
Desde 1984, mil pessoas por ano têm o privilégio de ouvir os maiores pensadores do mundo nas conferências anuais TED. Muito para além das áreas que a sigla TED sugere ("Technology, Entertainment, Design"), estas conferências tornaram-se num ponto de encontro de pessoas tão diferentes como Al Gore, Bono ou Chris Anderson. Os temas vão desde o impacto da tecnologia na nossa vida até à existência de Deus, passando pelo que nos faz feliz ou pelo próprio funcionamento da mente. Não há limites para a criatividade.

O site TED - “Ideas Worth Spreading”, lançado em Abril deste ano, dá-nos acesso a quase tudo o que esse mil privilegiados puderam ouvir. Tudo, com um interface fabuloso, vídeos de boa resolução, preparados para ver no computador ou no iPod, em directo ou depois de fazermos o download. Um site fascínante, que já me levou a descarregar muitos vídeos, a ver outros tantos e a enviar alguns. E sim, há mesmo ideias que vale a pena espalhar.