ideias em série
mundo 2.0

Mundos tão reais como o nosso

Estive recentemente numa conferência onde ouvi John Seely Brown (antigo “chief scientist” da Xerox Corporation) argumentar sobre a importância que os jogos podem ter para o desenvolvimento das capacidades das pessoas na gestão de tarefas complexas e do trabalho em grupo. Ele usou o World of Warcraft como exemplo da forma como os jogos online podem ajudar a desenvolver essas competências. Bem... Eu próprio jogo WoW e gasto (talvez) tempo demais a seguir feeds RSS e de Twitter, mas a forma como estamos a começar a “respirar” tecnologia deixa-me um sentimento desconfortável. Um mundo no qual seja impossível distinguir o real do virtual parece estar ao nosso alcance. Até a ligação directa do cérebro a máquinas está mais avançada do que se imaginaria possível. Estarão a aproximar-se os pesadelos do The Matrix ou do eXistenZ ou sou eu que tenho visto ficção científica a mais? Veja este vídeo. Deixou-me a pensar...

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Pios fractais

As teorias da complexidade fascinam-me desde que andava na escola secundária. Para além da beleza da geometria fractal, o que me cativou na complexidade foi a noção de que algo de radicalmente novo pode emergir das interacções normais do dia-a-dia. Acredito que a web está a facilitar a interacção humana de uma forma que torna cada vez mais óbvios os processos de aparecimento de padrões emergentes.

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Um exemplo: o Twitter, que já mencionei no último artigo. Na base, é um serviço muito simples para criar “microblogues”: cada um de nós tem 140 caracteres para responder à questão “o que estás a fazer?”. Parece simples, não é? Mas a seguir escolhemos quem seguimos (como se subscrevêssemos um feed RSS) e as pessoas que seguimos, se nos conhecerem, podem passar a seguir-nos também. Vendo a quem as pessoas que seguimos respondem, descobrimos mais pessoas que queremos seguir e, em pouco tempo, surge espontaneamente um grupo de gente que fala entre si, uma comunidade emergente. Então, empresas de software e políticos (Barack Obama, por exemplo) começam a usá-lo para estabelecer uma ligação directa com os seus utilizadores e votantes. Utilizando a plataforma aberta do Twitter, programadores começam a fazer (e a vender) programas para tornar mais fácil a sua utilização e ligação a outros serviços. A utilização cresce e o Twitter ganha cada vez mais seguidores enquanto novos padrões continuam a emergir, sem um plano prévio ou uma intenção clara.

É isto que a “web 2.0” significa realmente para mim. Depois de acabar de ler o último livro do
Don Tapscott (Grown Up Digital), acredito que está a acontecer alguma coisa realmente significativa: uma nova geração de pessoas (dos 20 aos 30 e tal) estão a usar a tecnologia de uma forma diferente porque se libertaram: a tecnologia para eles é como o ar, não lhe dão demasiada atenção mas utilizam-na com toda a naturalidade!

Actualização - Depois de publicar este artigo, descobri algumas opiniões interessantes sobre o Twitter:
Porque é que o Tim O'Reilly gosta do Twitter
Uma lista de ferramentas para explorar o Twitter, pelo Diogo Vasconcelos
O Twitter como ferramenta de governo electrónico
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A mudança acontece...

Como a crise descansa ao fim-de-semana e as inundações do dia já passaram, esta é uma boa altura de partilhar um vídeo que me apresentaram ontem mas que já anda por aí desde Fevereiro do ano passado. A mudança acontece, e às vezes é bom ganharmos uma perspectiva das coisas...

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O novo "efeito borboleta"

O “efeito borboleta” é um dos aspectos mais célebres da teoria do caos e expressa a ideia de que o bater de asas de uma borboleta sobre Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. O termo surgiu do trabalho de Edward Lorenz e mostra como pequenas causas podem ter grandes e imprevisíveis efeitos o que, se quisermos simplicar, o que de mais importante temos a aprender com a teoria do caos. Lembro-me disto a propósito de um link que segui esta manhã e que me levou ao “girl effect”, uma espécie de “efeito borboleta” aplicado ao futuro da humanidade... Que efeito pode ter o destino de uma rapariga? Veja em The Girl Effect.

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O admirável novo "wiki-mundo"

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Qual é o impacto na economia e nos modelos de negócios das novas formas de colaboração que a Internet tornou possíveis? É essa a questão essencial que Tapscott e Williams procuram responder, relacionando o funcionamento da economia com o desenvolvimento da blogosfera e dos sites wikis, o peso crescente do acesso móvel à Internet e o surgimento de cada vez mais comunidades activas virtuais. O livro leva tão a sério a sua própria mensagem que termina com um convite ao leitores para participarem na sua conclusão no site www.wikinomics.com.Ler o artigo completo...
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É este o livro do futuro?

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Era inevitável que a Amazon avançasse para o terreno dos livros electrónicos mas tenho dúvidas que seja desta que os livros em papel corram o risco de ficar obsoletos... Ainda assim, é verdade que o novo leitor de e-books da Amazon, o Kindle, parece ter alguns argumentos. É leve, tem bom contraste, os livros são relativamente baratos e parece ser fácil de usar navegando pelas opções. Pelo contrário, é caro (US$399), não tem um design extraordinário e a forma de ligação à rede é estranha usa a rede móvel mas não percebi muito bem como nem onde... Por enquanto vou continuar com o velho cheiro a papel e tinta, continuando a usar o telemóvel para uns livros comprados na Mobipocket. Happy
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O mundo plano

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Tom Friedman surpreendeu muita gente em 2005 quando anunciou que, subitamente, o mundo se tinha tornado mais plano. Ele quis dizer com isso que o terreno de jogo estava mais nivelado porque se estavam a esbater as barreiras tradicionais da geografia e da economia. Nesse “mundo plano”, países, empresas e indivíduos passam a conseguir competir à escala global a partir de locais periféricos como Bangalore, na Índia, ou Dalian, na China.Ler o artigo completo...
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Somos nós a máquina?



Este vídeo surgiu como uma resposta a uma descrição (um bocado monocórdica) da Web 2.0 que foi colocada no YouTube, mas já foi visto muito mais vezes (3.331.565 no momento em que escrevo). É uma ilustração fascinante do presente, da forma como a tecnologia está a mudar a forma como interagimos com a informação, como a organizamos e como a usamos.

Num mundo de texto digital, ligado por hiperligações, trocado através de XML e agregado em leitores de RSS, não estamos só a usar a máquina. É a “máquina” que nos usa a nós e somos nós que nos tornamos na “máquina”, uma rede de milhões de pessoas que comunicam entre si e partilham informação.

Inspirador ou assustador?
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O site de todas as ideias

Desde 1984, mil pessoas por ano têm o privilégio de ouvir os maiores pensadores do mundo nas conferências anuais TED. Muito para além das áreas que a sigla TED sugere ("Technology, Entertainment, Design"), estas conferências tornaram-se num ponto de encontro de pessoas tão diferentes como Al Gore, Bono ou Chris Anderson. Os temas vão desde o impacto da tecnologia na nossa vida até à existência de Deus, passando pelo que nos faz feliz ou pelo próprio funcionamento da mente. Não há limites para a criatividade.

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O site TED - “Ideas Worth Spreading”, lançado em Abril deste ano, dá-nos acesso a quase tudo o que esse mil privilegiados puderam ouvir. Tudo, com um interface fabuloso, vídeos de boa resolução, preparados para ver no computador ou no iPod, em directo ou depois de fazermos o download. Um site fascínante, que já me levou a descarregar muitos vídeos, a ver outros tantos e a enviar alguns. E sim, há mesmo ideias que vale a pena espalhar.

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