idéias em série

Saber olhar

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Reparei há pouco, graças a um artigo do Pedro Mexia no Público, que Henri Cartier-Bresson teria feito ontem 100 anos se ainda fosse vivo. Esse artigo não está disponível online, mas este está, tal como incontáveis imagens e biografias repetidas. Não quero acrescentar mais uma...

Para mim, Bresson é simplesmente uma razão muito forte para gostar de fotografia. Não pela sua mestria técnica nem pela sua famosa Leica mas sim pelo contrário, pela simplicidade de reduzir a fotografia à arte de saber olhar e escolher o instante que dá vida a uma imagem parada. E saber olhar é apenas escolher o que se inclui e se exclui da imagem, é encontrar a perspectiva e o ponto de observação que melhor contam a história. Tudo o resto são detalhes técnicos. Indispensáveis, mas claramente secundários.

Qualquer fotógrafo se perde com facilidade na vertigem do equipamento: mais megapíxeis, um zoom mais “potente”, uma objectiva mais “luminosa”... Mas qualquer câmara é apenas uma extensão do olhar, como escreveu Cartier-Bresson há mais de 50 anos. Quanto mais natural for essa extensão, digo eu, maior será a sua capacidade de ver. E basta folhear as páginas de “
Um silêncio interior: os retratos de Henri Cartier-Bresson” para se perceber que não há nada mais natural do que a forma como aquele homem olhava...
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O novo "efeito borboleta"

O “efeito borboleta” é um dos aspectos mais célebres da teoria do caos e expressa a ideia de que o bater de asas de uma borboleta sobre Tóquio pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. O termo surgiu do trabalho de Edward Lorenz e mostra como pequenas causas podem ter grandes e imprevisíveis efeitos o que, se quisermos simplicar, o que de mais importante temos a aprender com a teoria do caos. Lembro-me disto a propósito de um link que segui esta manhã e que me levou ao “girl effect”, uma espécie de “efeito borboleta” aplicado ao futuro da humanidade... Que efeito pode ter o destino de uma rapariga? Veja em The Girl Effect.

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Paris Hilton responde a McCain

É a notícia do dia, o que quer dizer que estamos mesmo na época dos disparates. Para atacar a popularidade do Barack Obama, McCain disse que ele era só mais uma celebridade como a Britney Spears ou a Paris Hilton... Pois é, não foi simpático. Mas a resposta que recebeu é ‘totally hot’. Se isto não é “política 2.0” onde é que ela está? Happy

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E não é que ainda há quem seja directo?

Encontrei ontem nos blogs muitos comentários ao email interno que o Steve Jobs enviou a todos os colaboradores da Apple a admitir que o lançamento do seu novo serviço online MobileMe correu mal. Já se sabia que correu mesmo mal, mas o que este email tem de especial é que prova que é possível fazer comunicação interna numa grande empresa sendo directo e claro. Em vez de um texto longo e elaborado, Jobs limitou-se a admitir que falhou em 246 palavras (não fui eu que contei), identificando o que não correu bem e o que decidiu fazer em relação ao assunto. Parece simples não é?

Aqui está o texto integral do mail:

mobileme
Team,

The launch of MobileMe was not our finest hour. There are several things we could have done better:

– MobileMe was simply not up to Apple’s standards – it clearly needed more time and testing.

– Rather than launch MobileMe as a monolithic service, we could have launched over-the-air syncing with iPhone to begin with, followed by the web applications one by one – Mail first, followed 30 days later (if things went well with Mail) by Calendar, then 30 days later by Contacts.

– It was a mistake to launch MobileMe at the same time as iPhone 3G, iPhone 2.0 software and the App Store. We all had more than enough to do, and MobileMe could have been delayed without consequence.

We are taking many steps to learn from this experience so that we can grow MobileMe into a service that our customers will love. One step that I can share with you today is that the MobileMe team will now report to Eddy Cue, who will lead all of our internet services – iTunes, the App Store and, starting today, MobileMe. Eddy’s new title will be Vice President, Internet Services and he will now report directly to me.

The MobileMe launch clearly demonstrates that we have more to learn about Internet services. And learn we will. The vision of MobileMe is both exciting and ambitious, and we will press on to make it a service we are all proud of by the end of this year.

Steve

(E sim, este post significa que voltei a escrever...)
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Recuperar o microfone!

Descobri no blog de um amigo um vídeo e depois outro de um apoiante do Barak Obama que me deu a sensação de estar a ver uma transmissão em directo do futuro... Não é só a capacidade de expressão e o conhecimento que passam no primeiro vídeo, é a consciência que ele demonstra da sua própria capacidade de "não estar a dormir" e de poder "recuperar o microfone", ter uma palavra a dizer no seu destino e no do mundo. Ele chama-se Derek, é imigrante naturalizado nos EUA, e diz com uma clareza lapidar que não precisa de esperar pela MTV ou pela CNN para ser ouvido. E tem razão! Apesar de muitos políticos ainda não terem percebido, o tempo dos mass media acabou e vão aparecer cada vez mais "Dereks" capazes de se fazer ouvir. É essa a beleza da "web 2.0"...

Aqui está o segundo vídeo e o que mais me impressionou:



Este é o primeiro vídeo, aquele que surpreendeu toda a gente:



E pronto... Com apoiantes destes, não há forma de resistir ao entusiasmo por Barak Obama, com tudo o que ele representa de esperança para o futuro da humanidade. Esperança que a política pode ser maior do que os lobbies e os interesses instalados, que a política pode dar voz quando há muita gente que tem a mesma coisa a dizer. Essas primárias ele já ganhou. Espero que não perca as outras na secretaria...
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O admirável novo "wiki-mundo"

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Qual é o impacto na economia e nos modelos de negócios das novas formas de colaboração que a Internet tornou possíveis? É essa a questão essencial que Tapscott e Williams procuram responder, relacionando o funcionamento da economia com o desenvolvimento da blogosfera e dos sites wikis, o peso crescente do acesso móvel à Internet e o surgimento de cada vez mais comunidades activas virtuais. O livro leva tão a sério a sua própria mensagem que termina com um convite ao leitores para participarem na sua conclusão no site www.wikinomics.com.Ler o artigo completo...
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A crise financeira está finalmente explicada!

Num dia como hoje, é preciso manter noção da realidade. Afinal que crise é esta? O humor britânico explica... Primeiro, descreve melhor do que qualquer economista o que é realmente a volatilidade dos mercados e a crise do crédito "sub-prime" nos Estados Unidos. Depois das gargalhadas, deixa-nos a pensar com a clareza cortante da última frase... "Não somos nós quem vai sofrer mas sim o seu fundo de pensões!"

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